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Lezíria do Tejo define rumo estratégico para a próxima década

Sob o desígnio “Construir o presente. projetar o futuro, fortalecer o território”, os autarcas da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) reuniram-se entre 24 e 27 de maio, em Porto Covo, num seminário interno onde estiveram vários ministros e de onde saiu um conjunto robusto de conclusões e compromissos para acelerar a competitividade, atratividade económica e sustentabilidade dos onze municípios da região.

A futura edificação do Aeroporto Luís de Camões, em Benavente, foi assumida como uma oportunidade socioeconómica sem precedentes para a região. Face a este novo paradigma, a CIMLT reforçou, junto do Ministro das Infraestruturas e Habitação, a necessidade imperativa de concretização célere dos projetos previstos no Plano Rodoviário Nacional. Como condições críticas de acessibilidade e escoamento, foram enunciadas a continuação da A13/IC3, integrando a nova travessia do Rio Tejo (Ponte da Chamusca/Golegã), a conclusão do IC10, que contemplará a nova travessia sobre o Rio Sorraia, em Coruche, e ainda a Construção do IC 13 de Alcochete para Portalegre.

Demonstrando proatividade institucional, a CIMLT assumiu formalmente o compromisso de iniciar, ainda no decurso do presente ano, o Estudo de Avaliação do Impacto Socioeconómico do Novo Aeroporto nos Municípios da Lezíria do Tejo, antecipando dinâmicas demográficas, industriais e urbanísticas. Em resposta direta às pretensões da Comunidade Intermunicipal, o Ministro das Infraestruturas e Habitação assegurou que o Governo já se encontra a desenvolver os estudos do IC 3, revelando ainda que a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) também já se encontra a desenvolver o estudo técnico para a implementação do novo intermodal de Santarém com três respostas de mobilidade: ferrovia; rodoviária e com a criação de um vertiporto.

No plano do desenvolvimento económico, e na sequência do repto lançado pelo Ministério da Economia para a criação de novas zonas de localização empresarial de alta capacidade e relevância nacional — à semelhança do polo de Sines —, a CIMLT assumiu politicamente o compromisso de avaliar o seu território para acolher uma infraestrutura industrial e logística desta magnitude, potenciando a sua centralidade geográfica.

Foram abordados novos passos a desenvolver na mobilidade e transportes, tendo-se estabelecido com o objetivo inabalável de outorgar a escritura pública de constituição formal da empresa de transportes já no próximo mês.

A CIMLT deliberou manifestar o seu apoio institucional total e inequívoco à criação da Universidade Politécnica do Ribatejo, e ao Polo Tecnológico Multipolar, entendidos como infraestruturas fundamentais para o desenvolvimento tecnológico da região, capazes de fomentar a retenção de talento e capacitação do tecido produtivo regional e nacional.

Joao Teixeira Leite, presidente da CIMLT, reforçou que “a presença do governo e de outros organismos da administração central é um claro sinal da relevância estratégica da Lezíria do Tejo e da força de trabalho desenvolvido pelos seus onze municípios. Foi um momento de alinhamento estratégico, de partilha de conhecimento e de construção de soluções concretas para o presente e futuro da nossa Região.

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