O maior parque solar construído em Portugal, com uma capacidade de 272 MWp, foi inaugurado esta quinta-feira, 5 de junho. O parque é composto por duas centrais solares contíguas — a Central Solar de Rio Maior (204 MWp) e a Central Solar da Torre Bela – Azambuja (68 MWp) — ambas detidas integralmente pela empresa Neoen, um dos principais produtores independentes mundiais de energia exclusivamente renovável.
O parque está localizado no concelho da Azambuja, e com ligação à subestação da REN, em Rio Maior, através de uma linha aérea de 400 kV. As duas centrais começaram a injetar eletricidade na rede no final de 2024 e encontram-se agora totalmente comissionadas.
Cerca de 80% da energia renovável produzida será adquirida pelo Estado Português, ao abrigo de dois contratos de aquisição de energia (PPA) com duração de 15 anos, atribuídos no leilão de capacidade renovável de 2019. A energia remanescente, bem como os certificados de origem, serão comercializados no mercado elétrico. A produção anual deste parque ultrapassará os 500 GWh de energia verde, o que equivale ao consumo de mais de 110.000 lares.
Na cerimónia de inauguração, a Neoen reafirmou o seu empenho em crescer em Portugal em todas as suas tecnologias (solar, eólica e armazenamento), apoiando-se no seu pipeline sólido e na experiência internacional de construção e operação de projetos de armazenamento de energia em baterias em larga escala.
O parque solar inaugurado hoje passa a ser o quarto maior ativo da empresa em operação a nível global. Contabilizando as centrais solares de Rio Maior e Torre Bela, a Neoen tem uma capacidade total de 326 MWp em operação ou em construção em Portugal. Os outros ativos são a Central Solar de Coruche (8,8 MWp) e a Central Solar do Seixal (2,2 MWp), ambas em operação, e a Central Solar do Foral (43 MWp), que está em fase de construção.
O novo parque solar foi construído em parcelas com uma dimensão média de 20 hectares, separadas por corredores verdes que promovem a ligação aos 200 hectares de áreas de proteção da biodiversidade. Mais de 6.000 sobreiros foram preservados nessas áreas protegidas, e para garantir a integração paisagística e reduzir o impacto visual, foi criada uma cortina arbórea e arbustiva no perímetro da central, permitindo uma integração mais harmoniosa na paisagem envolvente.
As centrais solares de Rio Maior e Torre Bela foram desenvolvidas dentro do perímetro murado da Herdade da Torre Bela, uma propriedade com usos diversificados, que inclui várias atividades agrícolas e pecuárias. O parque solar foi construído numa área arrendada desta herdade, sendo que o uso do restante terreno permanece sob gestão exclusiva dos proprietários.

































3 Responses
A verdade é que se processou destruição ambiental nas suas diversas componentes. Tudo o que se possa dizer em contrário é composição falaciosa.
Oh homem, aquilo eram eucaliptos e mais nada… aliás, até a paisagem tem a sua ironia. De um lado não se vê, só árvores. Do outro enormes depósitos para armazenagem de gaz… lindos de morrer…
Não há respeito nenhum pela natureza, a ganância do ser humano destrói o planeta.
Como é que o governo aprova estas mega centrais que só arrastam destruição ?
Nunca se viu em tempo, algum nada assim!