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Associação ambientalista contra aldeamento de luxo em Castelo de Bode

FOTO: https://amaravillage.co/

A associação ambientalista Quercus considera escandaloso o avanço de um projeto turístico na Albufeira de Castelo de Bode sem Avaliação de Impacte Ambiental. Em causa está o “Amara Village”, um megaempreendimento que, mesmo sem Avaliação de Impacte Ambiental, obteve luz verde para começar a ser construído na zona protegida da Albufeira de Castelo de Bode, a segunda maior do país, responsável por abastecer cerca de 3 milhões de pessoas na Grande Lisboa.

Já em 2001, a Quercus manifestou-se publicamente contra a sua concretização de um projeto semelhante, ainda que sob outro nome, perante os potenciais impactes negativos na linha de água e nos ecossistemas.

“Um quarto de século depois, e perante a aparente passividade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da CCDR-LVT, a Câmara Municipal de Tomar deu luz verde ao avanço do projeto “Amara Village”, um aldeamento turístico de 50 hectares nas margens da Albufeira, com 193 propriedades, entre apartamentos e moradias, a que acrescem outras infraestruturas de apoio; uma ETAR; acessos viários e um cais para acesso de embarcações”, refere a Quercus.

Os ambientalistas defendem que a lei obriga a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), e consideram que “um empreendimento desta envergadura, a ser construído numa envolvente natural tão estratégica e sensível como é a Albufeira de Castelo de Bode, não pode ser encarado de ânimo leve nem ao arrepio da lei, sob o estafado argumento do desenvolvimento turístico e económico”.

“O facto da Câmara Municipal de Tomar se escudar no Plano de Pormenor da Área Turística de Vila Nova – Serra, aprovado em 2011, não invalida a realização da AIA, nem as preocupações sobre os potenciais impactes ambientais do projeto, não só ao nível dos recursos hídricos, mas também das intervenções necessárias num terreno em declive; ações de desarborização; incremento do ruído associado a novas embarcações”, completa a Quercus.

Os ambientalistas pedem á APA e CCDR-LVT para que seja feita uma Avaliação de Impacte Ambiental; à Câmara de Tomar para que suspenda o Plano de Pormenor até à revisão do POACB; e à Ministra do Ambiente e Energia que decrete a Albufeira de Castelo de Bode como zona de superior interesse nacional, estratégico e crítico, pois garante o abastecimento de água a cerca de 3 milhões de pessoas.

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