A demolição da antiga sede da Associação Académica de Santarém, na Travessa das Condinhas, no centro histórico de Santarém, que desmoronou parcialmente na manhã de 10 de julho, está a ser feita manualmente e deverá durar até final do mês de julho.
O coordenador municipal da proteção civil, Filipe Almeirante, explicou à Rede Regional que os trabalhos estão a avançar lentamente porque, nesta fase, toda a demolição tem de ser feita quase exclusivamente de forma manual devido ao risco de derrocada do que resta do edifício, que está instalado numa zona de malha urbana muito sensível e fechada.
Segundo Filipe Almeirante, em condições ideais, entre outras medidas preventivas, seria necessário estabelecer um perímetro de segurança de cerca de metro e meio, o que não é possível no local, pelo que a zona está interdita a pessoas e viaturas.
“Nesta fase, a entrada de máquinas pode se prejudicial devido às vibrações e ao estado elevado de degradação do edifício”, explica o especialista, acrescentando que o vigamento de madeira está totalmente danificado.
Só após a demolição do telhado e da parte superior do edifício poderá haver a entrada de máquinas que completem a empreitada, que dificilmente terminará antes de duas semanas, se não houver nenhum percalço.
Como a Rede regional avançou a 10 de julho, o histórico edifício da antiga sede da Académica de Santarém, é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, e há vários anos que sofre de graves problemas estruturais, nomeadamente devido à infiltração de água na cobertura do mesmo.
A Académica de Santarém, arrendatário do espaço há várias décadas, já tentou realizar obras no local, com o apoio da autarquia e, em 2017, o ex-presidente do clube, António Torres, chegou a anunciar um acordo com a autarquia, que estaria disponível para pagar um aluguer mensal à Santa Casa da Misericórdia, proprietária das instalações, para viabilizar as obras.
Como proprietária do edifício, teria de ser a Misericórdia a avançar com as obras, embora os custos fossem pagos pela Câmara de Santarém, após um protocolo entre as três entidades que preveja que a Académica continue a ser o arrendatário do imóvel.
António Torres chegou a dizer que as obras iriam rondar os 350 mil euros e acreditava que o acordo com a Santa Casa pudesse acontecer em breve, o que não se viria a concretizar.
A Câmara de Santarém chegou também a equacionar adaptar o edifício a residência de estudantes, projeto que também nunca avançou mas que poderá conhecer desenvolvimentos nas próximas semanas.
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