O presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, apresentou esta quinta-feira, 23 de abril, o “Centro Vivo”, um programa de investimentos e revitalização do Centro Histórico e Ribeira de Santarém. Com foco na execução e impacto direto no território, este programa é uma ambição a dez anos, que promete mudar por completo estas zonas da cidade.
“Santarém deixou de estar, a partir de hoje, de costas voltadas ao rio Tejo”, anunciou João Leite no início da sua apresentação, que durou mais de meia hora, feita para uma plateia de empresários, autarcas e investidores, que se concentraram em frente ao stad do município no Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que está a decorrer, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.
Garantindo que este não um mero projeto de intensões, João Leite assumiu o “Centro Vivo” como “um compromisso de honra”, em que a maioria dos planos estão feitos e sustentados em planeamento feito durante a última década e serão para somar aos cerca de 17 milhões de euros que a autarquia já gastou em requalificação nos últimos 5 anos.
“O planeamento já lá vai. Está feito. Este é um programa de ação”, garantiu, lembrando que o Centro Histórico de Santarém é um dos maiores do país, e que reúne em pouco mais de um quilómetro quadrado um património riquíssimo, agora aberto ao público.
Ao mesmo tempo, o “Centro Vivo” vai potenciar a ligação da cidade ao Rio Tejo, acabando com um afastamento crónico entre as duas zonas. É impensável termos o rio e não desfrutarmos dele”, disse João Leite.
O programa organiza-se em várias áreas de intervenção, como a economia e o comércio, a habitação e a reabilitação urbana, o espaço público e a mobilidade, o património e a identidade, bem como a ligação à Ribeira e ao rio Tejo, que funcionam em conjunto para melhorar o dia a dia no centro da cidade.
No centro desta estratégia estão projetos com capacidade de criar dinâmica e atrair pessoas, da requalificação da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) à concessão do Antigo presídio militar para construção de um hotel de 5 estrelas, passando pela recuperação de escolas, reabilitação de artérias fulcrais da cidade, construção de habitação, entre muitas outras medidas, incluindo a regeneração de todo a margem ribeirinha.
O “Centro Vivo” entra agora em consulta pública, entre 30 de abril e 30 de maio, podendo os contributos ser dados através da página do município ou do QRCode que se segue.

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