O Partido Socialista do Cartaxo alertou, na reunião de câmara realizada a 2 de abril, para o risco de o município vir a perder 1,71 milhões de euros de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), devido a atrasos na construção da nova Loja do Cidadão.
Em comunicado, o PS diz que “a obra apresenta um desfasamento significativo face ao calendário inicialmente previsto, tornando «praticamente impossível» a sua conclusão dentro dos prazos exigidos para acesso ao financiamento europeu.
A par desta situação, dizem os socialistas, “têm-se intensificado as queixas de moradores da zona envolvente, que denunciam a realização de trabalhos em horário noturno, com níveis elevados de ruído para além das 20h00, em incumprimento do Regulamento Municipal de Obras e com impacto direto na qualidade de vida da população”.
Na resposta ao vereador socialista Ricardo Magalhães, o presidente da autarquia, João Heitor, disse que se hoje há a noção de que os trabalhos estão atrasados foi porque ele próprio o disse, e recusou dar mais explicações, de momento, por haver “necessidade de ser assim”.
Sobre o barulho, João Heitor respondeu que foi dada licença para obras num período mais alargado, mas tendo em atenção a lei do ruido.
“Estamos perante uma situação preocupante: uma obra, que já levanta questões patrimoniais, corre agora o risco de perder financiamento e representar um prejuízo significativo para o Município enquanto está inacabada”, reforça o Partido Socialista.
O PS do Cartaxo manifesta a sua total disponibilidade “para colaborar na procura de soluções que assegurem a garantia de financiamento e a salvaguarda do interesse público”, mas recorda que o local escolhido para a construção da nova Loja do Cidadão compromete, em seu entender, a visibilidade da fachada histórica e centenária da Escola do Centro da cidade, sublinhando que a eventual perda de financiamento agravaria significativamente o impacto desta intervenção.
































