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Em Portugal, há hoje cavalos a mais para um mercado em crise que está a dar fortes sinais de contracção, sobretudo a nível da procura externa por parte de países tradicionalmente importadores das raças nacionais.

Quem dá conta deste problema é José Veiga Maltez, criador, presidente da Câmara da Golegã e responsável máximo pela Feira Nacional do Cavalo, o maior certame ibérico dedicado ao mundo equestre que está a decorrer até ao próximo domingo, 11 de Novembro, na castiça vila ribatejana.

"O mercado cavalar está a atravessar uma crise difícil de resolver", afirmou à Rede Regional Veiga Maltez, explicando que "os criadores portugueses estão a sentir os efeitos da diminuição do poder de compra a nível europeu, sobretudo por parte de alguns países que estão a adquirir muito menos animais".

"O abate de cavalos é inevitável porque é impossível manter o mesmo número de animais como há anos atrás, quando as condições económicas eram outras", conclui, aduzindo que muitas coudelarias e criadores estão a sentir dificuldades para manter a rentabilidade desta actividade, tendo em conta os seus custos fixos elevados.

Há mesmo casos em que a criação de cavalos tornou-se numa actividade deficitária, mas que é mantida pelos rendimentos que as casas agrícolas tiram da lavoura ou de outras fontes de negócio, ou por criadores que têm outras actividades profissionais onde ganham dinheiro suficiente para se continuar a dedicar à criação equestre.

"Temos que ser realistas e deixar de ser líricos, porque não podemos continuar a viver da emoção e do sentimento", acrescentou o responsável, dando como exemplo o facto de existirem cerca de 500 cavalos só na Fundação Alter Real, que gere a coudelaria do Estado com graves dificuldades financeiras.

"Ainda há pouco tempo tive à oportunidade de dizer à Ministra da Agricultura que, se não há condições para os manter, estes cavalos têm que ser abatidos, embora selectivamente", acrescentou o também presidente da Associação Nacional de Criadores de Raças Selectas.

"Atenção, não se podem abater cavalos de qualquer maneira", avisa Veiga Matez, explicando deve haver uma preocupação central em "salvaguardar os aspectos cromossómicos, morfológicos e funcionais dos animais das raças seleccionadas. Mas têm que se abater cavalos, isso é uma realidade".

O presidente da Câmara da Golegã sustenta ainda que uma das saídas para o excedente de animais é o fomento do mercado da carne de cavalo, um nicho de mercado que dá mostras de estar em franco crescimento.

"Faz parte da cultura ibérica ver o cavalo como um animal de estimação, mas, de França para cima, toda a Europa consome esta carne", explica, defendendo que será até "desejável" o aparecimento de talhos a comercializar produtos alimentares feitos a partir do cavalo.

"Pessoalmente, e enquanto criador, era incapaz de comer um cavalo, sobretudo se fosse meu, mas não me choca pensar que esta era uma saída para esta situação", acrescentou.

Hippos: pista do hipódromo recebe provas desportivas

Parte das provas desportivas e campeonatos nacionais de disciplinas equestres realizam-se este ano nas pistas do futuro Centro de Alto Rendimento de Desportos Equestres da Golegã, o que é uma das principais novidades da 37ª edição da Feira Nacional do Cavalo.

Instalado num terreno de oito hectares e com um custo que ronda os 3 milhões de euros, o centro deverá ser inaugurado apenas em Maio de 2013, por altura da Expoégua 2013.

Inicialmente, a inauguração do Hippos estava prevista para esta edição da Feira Nacional do Cavalo, mas o concurso sofreu várias vicissitudes que atrasaram a conclusão da obra.

Tratando-se de uma empreitada com especificações técnicas muito particulares, a Câmara da Golegã viu-se obrigada a anular os dois primeiros concursos públicos porque nenhuma das empresas concorrentes cumpria os requisitos do caderno de encargos; a solução passou por fazer um ajuste directo para encontrar uma empresa em condições de assegurar a construção.

De resto, trata-se de um certame mais que afirmado a nível mundial, onde não são necessárias introduzir grandes novidades para garantir o seu sucesso.

Apesar do último fim-de-semana da feira ser sempre o mais forte em termos de público, os primeiros dois dias já levaram milhares de visitantes à Golegã, para uma Feira Nacional do Cavalo que "dificilmente será afectada pelo crise", segundo Veiga Maltez.

"Esta feira tem um público muito específico e fidelizado, que jamais deixa de marcar presença num certame que é um dos maiores entrepostos mundiais do cavalo lusitano e de tudo o que gira à roda do mundo equestre", afirma o presidente da autarquia.

A feira - que é uma verdadeira festa popular - converge desde as muitas tasquinhas espalhadas pelas ruas empedradas da vila até ao Largo do Arneiro, onde cavaleiros e amazonas, trajados a rigor, passeiam de cavalo ou charrete, num circuito que parece não ter fim.

Pelo meio, e porque esta feira secular também é dedicada a São Martinho, cheiram-se as castanhas assadas e prova-se a água-pé, numa festa onde as noites não têm hora para terminar.

Todos os agentes económicos vão ser fiscalizados

Dentro do seu cariz mais popular, as ruas da Golegã transformam-se por estes dias num verdadeiro mercado a céu aberto onde se pode encontrar de tudo, desde quinquilharia a roupas, calçado e equipamento para equitação, frutos secos, produtos agrícolas, queijos e enchidos, no meio muitos restaurantes e casas de pasto improvisados em garagens e nas adegas das casas dos residentes.

Neste primeiro fim-de-semana, a GNR da Golegã realizou acções de sensibilização junto de todos os vendedores e comerciantes no sentido de os alertar para o cumprimento integral da legislação.

"Todos os agentes económicos vão ser fiscalizados", disse à Rede Regional fonte do Comando de Santarém da GNR, explicando que esta acção preventiva da guarda serve precisamente para que não sejam apanhados de surpresa quando a ASAE, a Sociedade Portuguesa de Autores ou a Autoridade Tributária e Aduaneira, entre outras entidades, lhes baterem à porta.


Em apenas 10 dias, a organização do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém estima que tenham passado pela Casa do Campino quase 40.000 visitantes, um número que sela esta 32ª edição com o carimbo do sucesso.

Apesar do receio inicial relacionado com os efeitos que a crise económica poderia provocar, a afluência de público, sobretudo o que se deslocou do norte do país para se sentar à mesa no Ribatejo, superou todas as expectativas iniciais e mostrou mostra que a redução do número de dias do festival - de 17 para 10 dias - foi também uma aposta acertada.

A maioria dos restaurantes presentes, que este ano também foi comedida nos preços cobrados às refeições, também afirma que a presença no certame foi excelente para o negócio e muito positiva para a promoção das suas casas.

Os doceiros e produtores de licores, enchidos regionais e queijaria não se queixam das vendas realizadas durante este festival, que é ainda o maior certame dedicado à gastronomia portuguesa e que chega ao fim no domingo, 4 de Novembro.

Um homem de 41 anos de idade foi detido esta sexta-feira, 2 de Novembro, pela PSP de Abrantes pela prática de um crime de roubo com recurso a arma branca.

O indivíduo em questão, residente em Abrantes, roubou 200 euros à vítima tendo-se colocado em fuga. A comunicação rápida à polícia permitiu aos agentes apanharem o suspeito pouco tempo depois, tendo recuperado o dinheiro roubado e apreendendo ainda duas armas brancas com as quais havia sido cometido o roubo.

O suspeito, já com cadastro pela prática de crimes semelhantes, recolheu aos calabouços tendo sido conduzido, na manhã de sábado, ao Tribunal de Abrantes para primeiro interrogatório judicial onde lhe foram aplicadas as medidas de coação de termo de identidade e residência e apresentações semanais na esquadra da PSP de Abrantes.

Já este sábado, polícias da cidade do Cartaxo detiveram um homem, de 60 anos de idade, por conduzir veículo automóvel e ao ser fiscalizado ter acusado uma taxa de álcool no sangue, de 1,65 gramas por litro no sangue. O detido vai ser presente no tribunal do Cartaxo, na próxima segunda-feira.

Ainda no sábado, a PSP do Cartaxo deteve um outro homem, de 38 anos de idade, por ter na sua posse uma quantidade suspeita de ser haxixe, equivalente a 32 doses individuais, além de 55 euros em notas.

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