PUB

chamusca parque de sonhos

PUB

fos2022

PUB

visite santarem

PUB

avisan 2022

PUB

 PUBsalvaterra natal

A proprietária de um lar de idosos em Boleiros, perto de Fátima, começou a ser julgada no Tribunal de Santarém por ter tentado ocultar a morte de uma utente à sua própria família, com o objetivo de lhe sacar dinheiro de mensalidades que estavam em dia.

wshoppingSlide thumbnail

O caso, que tem contornos rocambolescos, começou em junho de 2016, quando a idosa, então com 91 anos, foi internada na casa de repouso gerida pela arguida.

wshoppingSlide thumbnail

A nonagenária acabou por morrer em novembro de 2017, de causas naturais, no Hospital de Leiria.
A proprietária do lar, ao invés de informar do óbito a uma cunhada que a visitava todas as semanas ou aos seus 14 sobrinhos herdeiros (que dizia desconhecer), engendrou um esquema para criar um crédito fictício de quase 15 mil euros, e cobrá-los através de uma ação cível sobre o património da defunta.
Logo no dia da morte, a arguida, fazendo-se passar por uma cunhada, contratou uma agência funerária de Leiria para tratar das cerimónias fúnebres, e procedeu à cremação do corpo no Complexo Funerário da Figueira da Foz.
No mesmo dia, a empresária informou o seu contabilista que a idosa teria várias mensalidades em dívida (algumas delas de meses antes da mulher ter dado entrada no lar), e instruiu-o para emitir as respetivas faturas, gerando assim, segundo o Ministério Público (MP), uma dívida que sabia ser falsa.
Três dias depois, e por mero acaso durante uma visita no Hospital de Santo André, em Leiria, uma sobrinha descobriu que a nonagenária tinha morrido depois de estar ali internada, o que deixou toda a família em choque e intrigada.
Os familiares deslocaram-se de imediato ao lar para pedir satisfações à arguida, que se recusou a falar com eles, num episódio que terminou com a presença da GNR no local.
Mesmo assim, segundo o processo, a que a Rede Regional teve acesso, a arguida transmitiu a falsa dívida ao seu advogado, e solicitou-lhe que entrasse com uma Injunção para a cobrança do dinheiro.
Ao longo do tempo, à injunção seguiu-se a dedução de uma ação executiva no Tribunal do Entroncamento, com penhora de bens sobre um imóvel que a nonagenária possuía em Oeiras, num processo cível que só terminou em abril de 2021, quando o Ministério Público comunicou o falecimento aos autos e o esquema foi descoberto.

Proprietária do lar de idosos remeteu-se ao silêncio
Na primeira sessão do julgamento, que decorreu esta terça-feira, 13 de setembro, a arguida, de 76 anos, optou por não prestar declarações ao coletivo de juízes.
Está acusada pelo MP por um crime de burla qualificada, dois crimes de falsificação de documento, e outro de profanação de cadáver.
Nesta sessão, foram ouvidas a cunhada que visitava a idosa semanalmente e a sobrinha que descobriu o seu falecimento; ambas explicaram que a nonagenária, ainda em vida, deixou bem expresso que nunca queria ser cremada, mas sim enterrada na campa dos seus pais, na Lourinhã.
Além de sublinharem que foi da arguida a decisão de cremar o corpo, estas duas testemunhas explicaram ainda que a proprietária do lar recusou sempre devolver a urna com as cinzas à família.

 



Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

PUB

jorge malacas

PUB

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

aguas barco

APOIO

  • ba01.jpg
  • ba02.jpg

PUB

mercadinho almeirim

Quem está Online?

Temos 440 visitantes e 0 membros em linha