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Nos múltiplos debates que marcaram a paisagem da última campanha autárquica entre os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, a existência ou não das ciclovias foi o tema central, em particular a existente na Avenida Almirante Reis, deixando-nos perceber o quão difícil pode ser prever o futuro da mobilidade na capital.

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Se colocarmos de lado o populismo barato, percebe-se que as criticas feitas às ciclovias não estão ligadas propriamente ao seu valor enquanto via potenciadora da mobilidade, mas antes como medida avulsa sem uma lógica integradora. Ou seja, não basta colocar uma dúzia de ciclovias nas ruas e avenidas lisboetas e esperar que a mobilidade melhore por si mesma.
Apesar de ser comummente aceite que as ciclovias são extremamente importantes na criação de uma maior sensação de segurança tanto para os utilizadores, como para as restantes pessoas na via pública, o problema da mobilidade em Lisboa não se resolve apenas com esta medida e, muito menos, sem que, a montante e a jusante, exista um plano que explique, claramente, como tirar os carros do centro da cidade sem que isso prejudique a mobilidade dos milhares de pessoas que, todos os dias, têm que se dirigir para o centro da cidade para trabalhar e não o podem fazer de bicicleta.

O futuro da mobilidade começa fora de Lisboa
Assim, o futuro da mobilidade em Lisboa começa, exatamente, fora da cidade. Mais comboios e mais autocarros elétricos ou movidos a hidrogénio por hora, bem como a disseminação de uma cultura de partilha de carro (car-share), assumem-se como três elementos importantes na diminuição de carros no centro de Lisboa.
A estes, tal como já acontece em cidades fortemente condicionadas pelo trânsito, como Londres ou Xangai, juntam-se a introdução de portagens na entrada do centro da cidade e a alternância da circulação de carros em função das letras da matrícula, medidas que podem contribuir para uma diminuição do número de viaturas motorizadas na cidade.
Limitações à circulação e construção de áreas exclusivamente pedestres
Se estas são medidas muito propaladas, mas ainda à espera de uma concretização mais efetiva, no âmbito da Lisboa Capital Verde Europeia 2020, o município tomou uma medida que, apesar de alguma polémica, acaba por ser um passo importante no incremento da mobilidade na capital: a criação da ZER ABC– Zona de Emissões Reduzidas Avenida-Baixa-Chiado.
Estendendo-se do Rossio à Praça do Comércio e da Rua do Alecrim à Rua da Madalena, a circulação, controlada através de pórticos eletrónicos de acesso, esta área está limitada apenas a veículos autorizados (veículos dos moradores e dos lojistas, transportes públicos e carros elétricos) o que, segundo fontes do município, permitem retirar a circulação de cerca de 40 mil carros por dia e uma poupança anual de 60 mil toneladas de CO2.
Devolver o espaço público às pessoas é o grande objetivo desta medida que, para além do limitar a circulação de carros na baixa de Lisboa apostou na construção de ciclovias e zonas pedonais. Esta transformação de ruas em espaços exclusivamente pedonais é algo que já foi testado no Porto com excelentes resultados na Rua de Santa Catarina e, em especial, na Rua das Flores, uma rua completamente deserta enquanto estava entregue aos carros e que hoje é uma das mais belas e concorridas artérias da cidade Invicta.
Procurar no passado soluções de futuro: radares de última geração e a aposta nos elétricos
Apesar de muitos condutores olharem para eles com desconfiança, a verdade é que os radares de velocidade podem ter um papel muito importante na mobilidade urbana em Lisboa. Longe dos obsoletos aparelhos que apenas conseguiam controlar a velocidade numa única via, a recente aquisição de novos radares em Lisboa de última geração, como noticia o Echoboomer.pt, vem permitir não só controlar a velocidade dos automóveis nas artérias da capital e, como tal aumentar a segurança dos peões, mas também ajudar no controlo e regulação do trânsito.
Estes novos radares em Lisboa possibilitam que o Centro de Coordenação da Mobilidade do município receba, em tempo real, dados de tráfego, como, entre outros, velocidades médias, contagens de veículos (com possibilidade de desagregação por tipologia de veículo) ou distância entre veículos conseguindo, deste modo, avaliar com mais precisão os congestionamentos da via.
Falamos de ciclovias, portagens, radares, aumento da oferta e da consciencialização para a utilização de transportes públicos e pedonização de largos e ruas, mas falta-nos referir o papel que os elétricos podem ter no futuro da mobilidade em Lisboa.
Para além do seu cariz turístico, os tradicionais elétricos, transporte público por excelência, são uma excelente alternativa a carros e autocarros por serem menos poluentes e poderem circular sobre relva, o que pode ajudar, simultaneamente, à libertação de espaço público e à sua consequente transformação em lugar de fruição cultural e social.
Os primeiros passos na transformação do elétrico no meio de transporte público número 1 em Lisboa já estão a ser dados e passam pelo aumento do número de elétricos na cidade. Para já, serão mais 15 veículos (o primeiro será entregue em 2023) que se juntam aos atuais 10 (sendo que, destes, apenas 8 se encontram com a manutenção em dia), num investimento superior a 43 milhões de euros.
Para além do aumento da frota, está prevista, ainda, a extensão da linha do elétrico 15 até Santa Apolónia, a partir da Praça da Figueira, o regresso dos elétricos à Cruz Quebrada, a partir do atual terminal, em Algés, e o nascimento de três novas linhas de elétrico que, ao contrário dos elétricos das colinas de Lisboa, irão circular em canal próprio, sem competir pelo espaço com carros, táxis ou autocarros.
Como referimos e acabamos por perceber pelos exemplos que apresentamos, o futuro da mobilidade em Lisboa não se fará só à base de ciclovias. Medidas de limitação à circulação em determinadas zonas, aumento da oferta de transportes públicos, melhor controlo do trafego trazido por radares de última geração e o regresso em força de transportes pouco poluentes e perfeitamente integrados na paisagem física e social da cidade, como são o caso dos elétricos, serão marcas da mobilidade em Lisboa num futuro que já está a ser construído hoje.



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