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O filho da mulher suspeita de ter esfaqueado o namorado durante uma briga na casa onde residiam, na Rua Pedro Santarém, em Santarém, garante que a mãe foi vítima de várias agressões por parte do companheiro, a quem acusa de ser "muito agressivo e manipulador".

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Em conversa com a Rede Regional, Chel afirma que assistiu a várias agressões e teve mesmo de "entrar no meio da confusão" para que a mãe não fosse agredida. Segundo relata, após uma primeira agressão, que terá começado junto ao Jardim da República e terminado em casa, a PSP foi chamada ao local e o caso seguiu para tribunal.

Fonte da polícia confirmou ao nosso jornal a existência de uma ocorrência em outubro de 2020, em que a agora agressora terá sido agredida, mas o processo ficou suspenso por desejo da mesma, que otou pela não continuidade do processo.

"Após uma semana ele entra em contato com a minha mãe manipulando-a para os dois reatarem o relacionamento abusivo. Após algum tempo ele volta com as agressão verbais, e assim continuou o relacionamento abusivo", descreve o filho da suspeita.

Chel afirma que pouco depois a mãe saiu de casa mas acrescenta que o agora agredido foi atrás dela, prometendo-lhe mudar e ser melhor namorado. "Minha mãe acabou ficando com medo dele e voltou para casa", conta, referindo que alertou a mãe para não confiar nas promessas.

"Minha mãe só vivia dizendo para ele que ela queria separar e viver a vida dela em paz, mas ele não aceitava o fim do relacionamento e acabou insistindo para os dois continuarem juntos", o que acabou por acontecer, conclui o jovem.

PREOCUPADO SEM SABER DA MÃE
Chel garante que nos últimos dias não falou com a mãe e que não sabe a sua versão sobre o que se passou a 5 de outubro, dia em que a mãe terá esfaqueado o companheiro, mas acredita que terá sido uma reação a mais um episódio violento.

"Após eu acordar no dia seguinte, vejo no noticiário «Homem de 27 anos esfaqueado pela namorada em Santarém». Após disso eu não sabia o que fazer, não estava acreditando no que tinha acontecido, acabei entrando em contacto com o namorado da minha mãe muito preocupado com ele, conversamos, ele falou que estava tudo bem com ele e acabou dizendo o que tinha acontecido".

O filho de C. Oliveira diz já ter sido contactado telefonicamente pela Polícia Judiciária, que entretanto tomou conta da ocorrência e está a tentar localizar a suspeita, mas garante que não sabe do paradeiro da mãe.

"Estou muito preocupado", remata.



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