Tendo por base uma alteração na qualificação jurídica, a leitura da sentença do processo em que o Grupo Desportivo Coruchense (GDC) e antigos dirigentes são acusados de angariação de mão-de-obra ilegal, marcada para esta sexta-feira, 24 de setembro, foi adiada para 11 de outubro.

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Deduzida em 2018, a Acusação do Ministério Público sustenta que foi "engendrado um plano" para trazer para Portugal jogadores estrangeiros e com isso obterem-se proveitos económicos, sem que tenham existido diligências no sentido de se obterem autorizações de residência ou visto de permanência válidos para esses cidadãos, o que as defesas consideram ter sido contrariado pelas várias testemunhas ouvidas durante o julgamento, que se iniciou no final de novembro de 2020, depois de vários adiamentos.
Nas alegações finais, proferidas em julho, o MP pediu a absolvição de um dos arguidos, Ricardo Santos, que presidiu ao GDC entre maio de 2008 e julho de 2015, mantendo os pedidos de condenação do clube, do seu ex-presidente Dionísio Mendes, do tesoureiro e diretor desportivo Carlos Neves e dos empresários de jogadores de futebol Vasco Antão e Carlos Silva.
A procuradora pediu ao Tribunal que condene estes arguidos por dolo genérico, tendo os advogados de defesa criticado a atuação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), considerando mesmo o mandatário do GDC que "o Estado é que deveria estar no banco dos réus".