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A família de um homem de 82 anos está incrédula e diz-se revoltada com o facto do idoso se encontrar a cumprir isolamento profilático na capela religiosa da Fundação José Relvas, em Alpiarça, onde está fechado à chave desde 11 de janeiro.

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Nesse dia, o utente, Raimundo Machacaz, foi a uma consulta de psiquiatria no Hospital de Santarém, e, tal como manda o protocolo de contenção à pandemia da COVID-19, foi colocado em quarentena na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da instituição.
Tendo em conta as conversas diárias com o próprio idoso ao telefone, as filhas não aceitam esta situação e temem até pelo agravar do estado de saúde do pai, que deverá permanecer enclausurado na capela até ao próximo dia 24 de janeiro.
“Ele queixa-se que está sempre com frio, que não consegue sequer aquecer os pés, não tem nada para se distrair e que só vê alguém quando lhe vão levar o comer. Diz que está farto de olhar para a Santa”, explicou à Rede Regional Isabel Machacaz, filha do octogenário, que também coloca reservas em relação aos cuidados que lhe estão a ser prestados, uma vez que as visitas estão proibidas.
A família garante que Raimundo Machacaz, que sofre de problemas neurodegenerativos que se agudizaram nos últimos meses, “está cada vez mais baralhado das ideias por causa desta situação”, e exige que seja transferido para um quarto normal, com outras condições e um acompanhamento mais próximo.

Fundação garante que nada falta ao utente
Contatada pela Rede Regional, a Fundação José Relvas esclarece que a capela, juntamente com outros dois quartos, é uma das áreas de isolamento definidas no Plano de Contingência, e que está equipada com todas as “condições de conforto e bem-estar (aquecimento, casa de banho e espaço para circular)”.
A Rede Regional pediu também esclarecimentos à Segurança Social, que informa que esta capela é um “espaço que foi identificado e validado pela equipa multidisciplinar de acompanhamento (Segurança Social, Saúde e Proteção Civil) para o cumprimento do período de isolamento profilático”.
Sobre o facto de estar trancado à chave, a diretora técnica da ERPI, Marisa Fatana, explica que o idoso, “dado o seu quadro clínico” a nível mental, “não entende o porquê de não puder circular nos outros espaços comuns” para “prevenir contágios”, e que já tentou mesmo furar o isolamento.
“As colaboradoras prestam-lhe todos os cuidados necessários” a nível da higiene diária, mudança da roupa, limpeza do espaço, refeições, medição da temperatura e administração da medicação, salienta Marisa Fatana.

 



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