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Rui Mendes, o empresário que matou um jovem de 24 anos num café em Casével, concelho de Santarém, alega que agiu impulsivamente em legítima defesa, e sem qualquer intenção de tirar a vida a João Pedro Monteiro.

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Na contestação que apresentou ao Despacho de Acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, a defesa sustenta que Rui Mendes tirou a navalha do bolso durante a briga porque estava a ser agredido por três indivíduos em simultâneo, e que a vítima mortal caiu sobre a lâmina quando foi empurrada para o chão, juntamente com ele.
Na sua versão, foram os amigos da vítima que deram origem à discussão que se gerou no exterior do Café Comendador, depois de Rui Mendes ter repreendido verbalmente um deles por causa de um piropo foleiro a uma amiga que estava consigo naquela festa de karaoke.
Rodeado e agarrado por três indivíduos, o empresário de 56 anos diz ter puxado da navalha para se defender do comportamento agressivo dos jovens, uma vez que estava em desvantagem numérica.
Segundo a defesa, João Pedro Monteiro morreu após ter sido empurrado para cima de Rui Mendes, que já estava no chão após ter sido agredido, com a navalha aberta.
O arguido acrescenta que bateu com a cabeça num carro e que não se recorda do que aconteceu de seguida, tendo-se entregado sem resistência à GNR sem saber em que estado se encontrava o jovem.

MP considera que houve intenção de matar
A Acusação do MP relata uma versão bem diferente dos factos, considerando que Rui Mendes agiu de forma agressiva, desafiadora e com intenção de esfaquear a vítima, sabendo que isso o podia matar.
Terá sido Rui Mendes quem provocou a briga na rua, ao arremessar uma garrafa de cerveja contra o carro do autor do piropo que deu origem a toda a confusão, quando este já se ia embora para casa.
O jovem saiu do carro e envolveu-se numa troca de murros com o arguido e outro amigo de João Pedro Monteiro, que só saiu para a rua ao saber que decorria uma luta à porta do café.
Foi então que se envolveu também numa contenda física com Rui Mendes, que entretanto tirou a navalha do bolso e agiu com a intenção de o esfaquear duas vezes, sustenta o MP, que acusa ainda o arguido de, nos momentos que se seguiram, ter tido discernimento para se livrar da arma do crime.
Da Instrução, aberta a pedido do arguido, resultou uma alteração na tipificação do crime: Rui Mendes deixou de estar acusado de homicídio na forma qualificada, como pretendia o MP, e vai começar a responder esta terça-feira, 24 de novembro, por um crime de homicídio.



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