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Nas últimas duas semanas, têm chegado à Rede Regional vários pedidos de esclarecimentos, comentários e até interrogações acerca dos números publicados em relação à COVID-19 no concelho de Santarém, sobretudo por parte de presidentes de Junta de Freguesia, elementos ligados à Proteção Civil e leitores que acompanham diariamente a evolução do combate à pandemia.

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Consultando os boletins da “Situação Epidemiológica” no concelho, emitidos diariamente pela Câmara de Santarém com base em números fornecidos pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, constata-se que não há registo de qualquer morte no concelho devido à COVID-19 há 37 dias consecutivos.
O último aumento de óbitos por esta causa remonta ao boletim de 20 de abril, quando o registo subiu de duas para três mortes, tendo-se mantido estável desde então.
Sem querer referir casos concretos por questões de proteção de dados pessoais e da privacidade das famílias, três presidentes de Junta garantem ter conhecimento de óbitos por COVID-19 nas suas freguesias, o que os leva a desconfiar das estatísticas oficiais, uma vez que o número teria que ser mais elevado.
Carlos Lopes, da agência funerária Lopes & Benavente, confessa ter “muita dificuldade em perceber” como é que esta contabilidade é feita, uma vez que, desde o início do combate à pandemia, já levantou vários corpos no Hospital de Santarém que vinham em sacos duplos com referências à COVID-19, protegidos até por uma etiqueta inviolável para não serem abertos antes do enterro ou cremação.
“Nunca ninguém explicou às agências funerárias como funciona todo esse processo, mas que é confuso, isso é”, acrescenta Carlos Lopes, explicando que já lhe passaram pelas mãos várias certidões de óbito e guias de transporte onde é essa a causa da morte referida.
Um outro responsável de uma agência funerária em Santarém, que pede reserva de identidade, garantiu à Rede regional já ter realizado três funerais de mortes por COVID-19, e todos no concelho de Santarém.
A Rede Regional pediu explicações ao ACES Lezíria, que garante que o número de mortos por COVID-19 é efetivamente três, tal como tem constado nos boletins da “Situação Epidemiológica”.
Segundo Carlos Ferreira, o diretor executivo do ACES Lezíria, os “óbitos são registados com base na residência do falecido e não no local onde se dá o óbito, que pode coincidir ou não”.
Ou seja, se um residente no concelho de Almeirim ou de Rio Maior, por exemplo, falecer no hospital de Santarém, o óbito é assinalado em Almeirim ou em Rio Maior, consoante o caso da sua residência, e não no concelho onde o defunto efetivamente morreu.
“O procedimento é igual para os nascimentos”, exemplifica ainda Carlos Ferreira, informando que há um total de 11 óbitos por COVID-19 registados nos nove concelhos de abrangência do ACES Lezíria, três dos quais em Santarém.

Números de Casével só apareceram 48 horas depois
Outra situação que causou estranheza foi o facto dos 23 infetados na Casa de Repouso “Idoso Feliz”, em Casével, não constar do boletim publicado na quarta-feira, 27 de maio.
Os 17 utentes e seis funcionários que testaram positivo para o novo coronavírus começaram a ser deslocados para o Hospital de Abrantes ou colocados em quarentena profilática ainda na terça-feira, durante a tarde, dia em que foram conhecidos os resultados oficiais dos testes.
Estes 23 casos surgem reportados no boletim emitido ao final da tarde desta quinta-feira, 28 de maio, onde se lê o número de casos confirmados de infeção pelo COVID-19 subiu para 170, no concelho.
Segundo o mesmo documento, há 63 casos ativos, 57 casos em vigilância ativa, 104 casos recuperados, e o número de óbitos mantém-se nos três.

 



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