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O ex-presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, está a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ).

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A garantia é do semanário “Expresso”, que cita fonte judicial, e que, na sua edição deste sábado, explica que Moita Flores é arguido num processo de corrupção e prevaricação relacionado com factos ocorridos quando era presidente da Câmara Municipal de Santarém, eleito pelo PSD.

Segundo o Expresso Moita Flores, “é acusado de ter sido corrompido com €300 mil para favorecer uma empresa - a ABB Construções - que recebeu uma indemnização de €1,8 milhões da câmara no negócio da construção de um parque de estacionamento em Santarém”, acusações já negadas pelo ex-autarca.

A denúncia já não é uma novidade mas o Expresso refere que “esta semana houve buscas da PJ e do Ministério Público (MP) na sede da Antinomia, a empresa de produção de vídeo que Moita Flores tinha com a mulher, a atriz Filomena Gonçalves”. Antes, no final de 2019, o MP tinha feito buscas em Braga, na sede da Luságua, outra empresa do universo ABB.

Com esta investigação, o Ministério Público quer aprofundar a investigação relativamente a operações financeiras realizadas entre diversas partes intervenientes e que se poderão incluir num esquema de corrupção.

Em causa está o concurso público lançado para a construção do parque subterrâneo do Jardim da Liberdade, cujo concurso foi ganho pela ABB mas que posteriormente teve alterações contratuais que retiraram 294 lugares de estacionamento que constavam no projecto inicial. Com esta alteração, a câmara indemnizou a empresa com 1,8 milhões de euros pelos lucros previstos.

Segundo os dados revelados pelo Expresso, as suspeitas sobem de tom com o facto de a Emasisa, uma empresa do grupo ABB, ter pago 300 mil euros à Introsys, empresa dos três filhos de Moita Flores e que chegou a ser presidida pelo ex-autarca. Alguns dias depois dessa transferência, 250 mil euros passaram para a Antinomia, a empresa de produção de vídeo de Moita Flores e da mulher, a actriz Filomena Gonçalves, o que leva a PJ a suspeitar que este alegado esquema serviu para camuflar supostos subornos a Moita Flores.

MOITA FLORES NEGA CORRUPÇÃO E DIZ QUE ESTÁ A SER VÍTIMA DE UM ESPETÁCULO MONTADO

Ouvido pelo Expresso, Moita Flores assegura que não houve corrupção e que os pagamentos estão todos justificados. “Estou a ser vítima de um espetáculo montado por uma procuradora do Ministério Público, que decidiu perseguir-me com acusações falsas, e pelo actual presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, que me escolheu para desviar as atenções das promessas eleitorais que não conseguiu cumprir”, afirma Moita Flores ao Expresso.

Moita Flores diz que nada tem a ver com a gestão que os filhos fazem da empresa [Introsys] e justifica os 250 mil euros que entraram na Antinomia com o pagamento de um empréstimo que os pais fizeram aos filhos.



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