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O partido ecologista “Os Verdes” denunciou esta semana o preocupante processo de eutrofização da Vala Real de Alpiarça, situação que se verifica essencialmente no troço daquele curso de água que percorre o concelho de Almeirim.

A eutrofização, que se traduz na presença de uma espécie de algas verdes, traduz a presença excessiva de nutrientes nas águas e tem implicações muito negativas para a qualidade das mesmas e para os ecossistemas.

Segundo “Os Verdes”, esta situação de degradação é em muito agravada, neste período do ano, pelo aquecimento, mas também pela estagnação das águas provocada pelos dois açudes existentes neste troço da vala, um localizado a alguns metros a jusante dos pilares da ponte Salgueiro Maia e o outro, o açude do Pego da Rainha, localizado a cerca de 250 metros a jusante da ponte do Casal Branco.

Os ativistas do partido alertam para o facto de estes açudes, construídos com fins piscatórios, pela Câmara Municipal de Almeirim, estarem atualmente impraticáveis para a pesca, devido precisamente ao estado de eutrofização em que se encontram.

Estas preocupações levaram o partido a enviar um requerimento ao Governo, para que o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território diga se tem conhecimento das origens desta poluição, se acompanha o estado dos efluentes, rejeitados para o meio, pela ETAR de Almeirim/Alpiarça, gerida pela Empresa Águas do Ribatejo, se tem algum levantamento de outros potenciais fontes poluidoras e se não seria imprescindível haver uma intervenção nos açudes, por forma a garantir uma maior fluência das águas


O período de férias de uma médica do Centro de Saúde de Alpiarça está a provocar “um verdadeiro caos” na prestação de cuidados de saúde à população, que tem apresentado nos últimos dias muitas queixas de não conseguir sequer as receitas para comprar medicação para doenças crónicas.

A denúncia vem da Comissão de Utentes de Saúde de Alpiarça (CUSA), que explica que, perante a saída dos dois médicos cubanos que prestavam serviço na vila e com o gozo de férias por parte de uma clínica, o único médico que sobra no centro de saúde gere, neste momento, um ficheiro com mais de 8 mil utentes.

E a situação não deverá melhorar, lamenta a comissão, pois quando a médica regressar ao serviço, será a vez deste clínico gozar o seu período de férias, mantendo-se apenas um profissional no centro de saúde durante todo o mês de Agosto.

“Será logicamente impossível garantir a qualidade e a resposta às necessidades”, adianta a CUSA em comunicado, onde relata que há dezenas de utentes que não conseguem assegurar uma das oito consultas diárias reservadas para o período da prescrição de receitas. “Quem vem depois já não tem vaga”, explica a comissão, acrescentando que estão nesta situação doentes cardíacos, hipertensos e mesmo diabéticos, entre outros.

As consultas de recurso, inicialmente programadas para dois dias por semana (segundo a informação que está afixada à porta do centro de saúde), estão a ser dadas apenas à quinta-feira, denuncia ainda a CUSA, que exige soluções às entidades responsáveis e a reposição dos dois médicos cubanos que terminaram o seu contrato de trabalho a 21 de Junho.


O conselho da comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere defende que, a avançar-se com a criação do ACES Médio Tejo (resultante da fusão entre este agrupamento e o vizinho Serra D’Aire), a sua sede deverá localizar-se em Constância.

Esta posição foi tomada na última reunião deste organismo, realizada na semana passada, e sustenta-se no facto deste concelho ter uma localização privilegiada em relação à área geográfica que será abrangida pelo futuro ACES Médio Tejo, e pelas acessibilidades rodoviárias de que dispõe, nomeadamente a A23 e a proximidade à A13.

Através de um comunicado, o conselho da comunidade diz ainda ser urgente a criação de uma Unidade de Saúde Local para fazer uma articulação eficaz entre os cuidados de saúde primários e o Centro Hospitalar Médio Tejo.

Esta teria que ser, segundo o mesmo documento, “uma estrutura funcional que permita articular todos os recursos e equipamentos existentes nos diferentes concelhos do Médio Tejo, quer ao nível dos cuidados de saúde primários quer dos cuidados hospitalares”

O conselho exige ainda que “seja dada uma resposta urgente ao projecto apresentado pelos municípios do Médio Tejo para a criação de Unidades Móveis de Saúde”, que já leva mais de um ano de atraso, e sem resposta por parte do governo.

Estas unidades “seriam uma preciosa ferramenta para diminuir os constrangimentos que se sentem” os concelhos desta área, onde a “falta de médicos e de outros profissionais tem determinado o encerramento de centros e extensões de saúde, existindo neste momento um número significativo de utentes com graves dificuldades no acesso aos cuidados primários de saúde”.

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