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O processo de reestruturação do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) pode resultar no despedimento de pessoal e no corte a nível de recursos humanos nos hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes, se as dificuldades financeiras se prolongarem.

Quem o admitiu foi o próprio presidente do concelho de administração, Joaquim Esperancinha, na quarta-feira, 7 de Março, na Assembleia da República, durante uma audiência na comissão parlamentar de saúde, realizada a pedido do Bloco de Esquerda.

O CHMT tem actualmente um défice acumulado de 160 milhões de euros, dos quais 60 milhões correspondem a dívidas a fornecedores, salientou o responsável aos deputados.

“Se o conselho de administração tiver capacidade para inverter a tendência de resultados, seguramente não haverá despedimentos”, disse Joaquim Esperancinha, citado pela Lusa, frisando que “se esta situação se mantiver, nenhuma instituição pode continuar com esta trajectória de resultados”.

O responsável, segundo a Lusa, acrescentou ainda que, em 2011, o CHMT teve custos na ordem dos 103 milhões de euros e anunciou que, em 2013, pretende diminuir esse valor em 17 milhões de euros. Para tentar controlar o défice em valores entre os três e os cinco milhões de euros, Esperancinha diz serem necessários três anos para trabalhar.

Sobre a anterior gestão do centro hospitalar, o actual presidente do CA voltou a frisar ter detectado situações que lhe pareceram menos claras, e que levaram a que pedisse uma auditoria externa à actuação dos anteriores responsáveis, que ainda está a decorrer.

Consciente de que a distribuição do centro hospitalar por três unidades de saúde que distam de 30 quilómetros entre si pode ser um entrave para alguns utentes, Joaquim Esperancinha explicou, segundo a Lusa, que o CHMT fez um protocolo com uma transportadora local. “O serviço começou na segunda-feira. Os autocarros vão percorrer os três hospitais três vezes por dia em cada sentido”, disse.

Segundo o mesmo, há 20 lugares gratuitos para os utentes e para os restantes está a ser negociado um valor simbólico.

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar vai depositar uma coroa de flores junto à placa do Hospital Distrital de Tomar, em sinal de luto pelo estado a que chegou a saúde no Médio Tejo, na quinta-feira, 1 de Março, precisamente na data em que várias cerimónias promovidas pela Câmara assinalam o dia da cidade.

Esta iniciativa “pretende ser um sinal veemente de protesto contra o plano de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo, e pelo anunciado encerramento da urgência médico cirúrgica neste dia”, explicam os promotores da manifestação, que convidaram todos os trabalhadores do hospital de Tomar e a população a participar numa marcha de pesar entre a Praceta Mário Nunes e a unidade hospitalar, a partir das 12h15.

De acordo com o programa oficial das comemorações do dia de Tomar, está prevista para as 12 horas a cerimónia oficial de homenagem ao ex-comandante da corporação de bombeiros local, Mário Nunes, que vai passar a dar o seu nome àquela artéria da cidade.

A comissão de saúde pediu também aos populares que se queiram associar à manifestação para trazer uma flor ou uma vela.

A partir de quinta-feira, a unidade de Abrantes do CHMT vai passar a concentrar a urgência médico-cirúrgica, passando os hospitais de Tomar e Torres Novas a funcionar apenas com um serviço de urgência de nível básico, apta para atender os casos menos graves e não urgentes.

Pelo encerramento, estas duas unidades receberam na terça-feira, 28 de Fevereiro, duas novas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para socorrer os casos mais urgentes e fazê-los chegar a Abrantes.

A aplicação do plano de reestruturação do CHMT obriga também a mudanças a nível dos recursos humanos, o que está a provocar algum descontentamento entre os profissionais (médicos, pessoal de enfermagem e dos serviços administrativos) de Tomar e Torres Novas que vão ter que passar a trabalhar em Abrantes.

Os concelhos de Tomar e Torres Novas contam a partir desta terça-feira, 28 de fevereiro, com duas novas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Segundo a página do INEM, estas novas ambulâncias funcionam já segundo o novo modelo de partilha de recursos humanos entre o INEM e os Serviços de Urgência. Na prática, INEM e o Centro Hospitalar do Médio Tejo vão partilhar os seus recursos humanos, potenciando-se sinergias existentes nestes dois serviços, nomeadamente ao nível dos enfermeiros, que constituem a tripulação das ambulâncias SIV e desempenham também funções nas urgências onde o meio está sediado.

Com estas duas novas ambulâncias SIV, o INEM passa a ter 32 unidades deste tipo, cuja tripulação é composta por um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência. As ambulâncias SIV têm por missão garantir cuidados de saúde diferenciados, designadamente manobras de reanimação, até estar disponível uma equipa com capacidade de prestação de Suporte Avançado de Vida.

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