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A rotunda em frente ao W Shopping, em Santarém, foi o local escolhido pela equipa ASAS para levar a cabo uma ação de solidariedade no âmbito da iniciativa "um dia pela vida" da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).

Durante vários minutos, vários membros desta equipa, acompanhados de muitas crianças, brindaram os condutores que passavam na zona com cartazes que pediam para sorrirem.

Em declarações à Rede Regional, Cláudia Coutinho disse explicou que esta atividade inseriu-se na campanha da LPCC, que teve início em Santarém a 2 de Fevereiro e que durará até 22 de Junho.

Cláudia Coutinho acrescentou ainda que existem 77 equipas no terreno com o objetivo de angariar o maior número de fundos possíveis, donativos que já ascenderam a mais de 33 mil euros e que continuam a aumentar.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), enviou na tarde desta quinta-feira, 18 de abril, um pedido de reunião, com carácter de urgência, ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O autarca está preocupado com os relatos que recebeu dos meios de comunicação, da população, dos utentes e dos profissionais de saúde do Hospital de Santarém, sobre situações que comprometem seriamente a regular prestação de serviços e cuidados de saúde.

“A preocupação com que recebi a informação sobre a rutura de stocks de medicamentos oncológicos (com suspensão de tratamentos), a dificuldade na elaboração das escalas de urgência determinando a pré-rutura deste serviço, a carência de médicos e enfermeiros em diversos serviços de cirurgia, consulta ou internamento, com atrasos inadmissíveis na marcação de consultas de especialidade prioritárias, que afetam gravemente a população do Concelho e da região, levaram-me a tomar esta iniciativa”, explica Ricardo Gonçaves.

Apesar de o município não possuir competências na área da prestação de cuidados de saúde hospitalares, o presidente da autarquia garante que tudo fará para encontrar, em conjunto com o Ministério da Saúde, “a mais rápida e eficaz solução para esta grave situação”.

Recorde-se que a notícia sobre a falta de medicamentos oncológicos no Hospital de Santarém foi avançada pelo Rede Regional no sábado, 13 de abril. Veja a notícia em causa AQUI.


A Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT) pediu ao Ministério da Saúde a substituição do atual Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) como "forma de garantir transparência, comunicação e o diálogo com a comunidade" e para que seja elaborado um plano que garanta "a prestação de cuidados de saúde para responder às necessidades das populações".

Num comunicado onde não faltam críticas arrasadoras à gestão da equipa liderada por Joaquim Esperancinha, a CUSMT e a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar consideram que a atuação do Conselho de Administração "tem-se mostrado prejudicial para as populações, pois o acesso a cuidados de saúde ficou mais longe, mais caro e de pior qualidade".

A anunciada reorganização do centro hospitalar - que se divide entre Tomar, Torres Novas e Abrantes - tem sido feita aos "soluços" e "sem quaisquer bases técnicas e socialmente justificáveis", sustentam os movimentos dos utentes.

"Foi prejudicial para os utentes a decisão de concentrar as urgências", assinala a CUSMT, acrescentando que "os factos provam que as populações das zonas de Tomar e Torres Novas ficaram com um serviço mutilado, enquanto a de Abrantes não tem condições para abarcar todas as necessidades de cuidados de saúde urgentes".

"Embora as unidades de saúde tenham como objetivo central a prestação de mais e melhores cuidados, o CA, em vez de ganhos em saúde, apenas refere as reduções de despesa, como se a vida e a dignidade humana tivessem preço", lamentam ainda os signatários no documento, onde assinalam ainda que, "mesmo nesta área, os ganhos foram conseguidos com diminuição da atividade e com a diminuição das despesas com recursos humanos, fruto das medidas governamentais que têm visado baixar os custos do trabalho".

Sobre os recursos humanos dos três hospitais, os movimentos adiantam que "os trabalhadores andam desmotivados e receosos do futuro, quer em relação às condições contratuais quer em relação à organização de serviços e capacidade de prestação de cuidados" e acusam a administração de "tem dificuldade em dialogar e prestar informações às entidades locais".

"Até parece que o prestar informações e ou dialogar com as entidades locais faz perigar a sustentabilidade ou agravar o défice do CHMT", lê-se no comunicado, onde a CUSMT acrescenta ainda que vai solicitar à Inspeção-geral das Atividades em Saúde que averigue a "qualidade dos cuidados prestados em alguns serviços do CHMT, nomeadamente nas urgências".

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