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"O Conselho de Administração aqui já não tem mão" e "Enfermeiro diretor, vá-se embora por favor" foram dois dos slogans proferidos pelos cerca de 40 enfermeiros do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) que se concentraram em protesto à porta do Hospital de Torres Novas, na manhã de terça-feira, 23 de Abril.

"Chegámos ao nosso limite, estamos esgotados física e psicologicamente" disse à Rede Regional Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, explicando que os enfermeiros têm vindo a ser obrigados a fazer um elevado número de horas extraordinárias para assegurar o funcionamento dos serviços nas três unidades do CHMT (Torres Novas, Abrantes e Tomar), e que, ainda por cima, não estão a ser pagas.

"Contas feitas por alto, devem aos enfermeiros cerca de 10 mil horas extraordinárias. Só o serviço de urgência de Abrantes tem 4 mil horas em dívida", adiantou a responsável do sindicato, acrescentando que "para assegurar a prestação de cuidados de saúde com a qualidade que os doentes merecem, os enfermeiros têm que ter as suas folgas e períodos de descanso".

Como forma de compensação pelo trabalho extraordinário e por liquidar, o CHMT propôs deixar os enfermeiros gozar as horas, mas Helena Jorge sublinha que "isso não resolve nada, só agrava o problema".

Quando faltam profissionais para formar as equipas, é óbvio que o trabalho que teriam que fazer sobrará para os colegas que estiverem de serviço", explicou, chamando a atenção para a necessidade de se contratarem mais enfermeiros.

Este protesto, que marcou uma espécie de rutura definitiva com o Conselho de Administração do CHMT, vai continuar na próxima sexta-feira, 26 de Abril, com uma greve geral nos turnos da manhã e da tarde, nas três unidades hospitalares.

"Queremos a intervenção do Ministério da Saúde, uma vez que a situação já se degradou até este nível", disse ainda a responsável sindical, acusando o Conselho de Administração "de não respeitar os enfermeiros"

"Não podemos ser responsabilizados por qualquer falha junto dos doentes. A comunidade tem o direito a saber o que se passa aqui dentro", acrescentou.

Comissão de utentes preocupada com degradação dos cuidados de saúde

"Nota-se nos últimos tempos uma enorme degradação da qualidade na prestação dos cuidados de saúde, e esta situação dos enfermeiros é um exemplo disso", salientou Manuel João Soares, da Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT), apontando o dedo à gestão seguida pelo Conselho de Administração liderado por Joaquim Esperancinha.

"Prometeram uma grande reorganização mas só têm feito algumas mudanças avulsas, às pinguinhas, sem informar o Conselho Consultivo e sem quaisquer resultados que possam ser considerados positivos ou que melhorem o funcionamento, no geral", explicou o responsável, acusando o Conselho de Administração de ter "falta de uma estratégia global de saúde para todo o Médio Tejo".


A empreitada de construção da nova unidade de saúde dos Foros de Salvaterra, no concelho de Salvaterra de Magos, tiveram início durante o mês de Abril.

A obra, que está a ser feita num terreno cedido pela Câmara Municipal, foi adjudicada è empresa Costa & Carvalho, S.A., tem um prazo de execução previsto de 210 dias e traduz-se num investimento total que ronda os 513 mil euros.

"Fomos persistentes, convictos e aguerridos na luta de mais de 10 anos por esta obra", afirma a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, para quem esta nova unidade "vem dar dignidade aos cuidados de saúde que passam a ser prestados na freguesia, com condições adequadas para os profissionais que nela passarão a desempenhar a sua missão de cuidar do bem-estar de cada utente".

"Foram muitos os anos em que, lado-a-lado com a Junta de Freguesia, insistimos e persistimos para que os sucessivos governos passassem esta obra do plano intencional, onde foi prometida a cada novo ano, para uma implementação concreta no terreno", recordou a autarca, sublinhando que a sua concretização é uma vitória da luta levada a cabo pela população.


A Comissão de Utentes de Concelho de Benavente (CUSB) convocou uma vigília à porta do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) para a próxima segunda-feira, 22 de abril, a partir das 20 horas.

A manifestação vai realizar-se precisamente no dia em que o SAP vai deixar de ter serviço de urgências, passando a ter apenas um serviço de consultas de recurso durante 24 horas mas só para utentes sem médico de família.

Segundo um comunicado da CUSB, já houve informação telefónica para os bombeiros de Benavente deixarem de levar utentes para estas urgências, devendo encaminhá-las diretamente para o hospital de Vila Franca de Xira.

A vigília de protesto realiza-se para exigir que o SAP permaneça em funcionamento no espaço concebido para as urgências, serviço que deve continuar "a servir as populações dos concelhos de Benavente e de Salvaterra de Magos com os meios e a qualidade de um serviço desta natureza", esclarece o comunicado.

Considerando ser horas de cerrar fileiras", a comissão solicita a toda a população que compareça com uma vela para exigir o "direito à saúde de qualidade e proximidade".

"A doença acontece em qualquer momento e não escolhe pessoas nem espera que passem as crises nem resultados das eleições", salienta ainda o comunicado do CUSB.

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