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A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere cedeu uma habitação a custo zero a dois médicos cubanos que estão a prestar serviço no centro de saúde do concelho desde o início desta semana.

O contrato de cedência de alojamento foi assinado na quinta-feira, 20 de junho, entre os clínicos e o presidente da Câmara Municipal, Jacinto Flores, e termina quando os profissionais deixarem de prestar cuidados de saúde no concelho.

“A celebração deste contrato vem na sequência de muitas diligências da autarquia ao longo dos últimos anos e irá resolver alguns dos problemas da falta de médicos no concelho, agravados pelas recentes reformas de profissionais da área no nosso centro de saúde", salientou o presidente da Câmara.

Durante a assinatura, Jacinto Flores sublinhou ainda que "a questão do apoio no alojamento é um incentivo para que permaneçam por cá, e não acarreta grandes custos para a autarquia", uma vez que o imóvel é propriedade da Câmara e não estava a ser habitado.

Os dois médicos enalteceram os esforços da autarquia no sentido de lhes encontrar alojamento e confessaram-se sensibilizados pela forma hospitaleira como têm sido recebidos no concelho.

A falta de profissionais de saúde no concelho de Rio Maior foi o motivo que levou o Movimento Projeto de Cidadania a entregar uma petição na Assembleia da República e o deputado do PCP António Filipe a fazer uma pergunta ao governo, ao passo que o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém está a promover um abaixo assinado que já chegou às 2 mil assinaturas.

Segundo os responsáveis por estas iniciativas, que reclamam maior qualidade na prestação de cuidados e na assistência à população, o cenário é grave e bastante preocupante.

Na Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) de Rio Maior, por exemplo, existem apenas três médicos, cinco enfermeiros e dois funcionários administrativos para um universo de cerca de 12.500 utentes.

Há cerca de 8 mil utentes sem médico de família e "nem a tentativa de recorrer a empresas privadas tem conseguido minorar o problema", assinala António Filipa na pergunta que deixou ao Ministério da Saúde, onde pergunta "que medidas estão a ser equacionadas" para resolver este "grave problema".

O deputado do PCP eleito pelo círculo de Santarém assinala ainda que "desde há cinco anos que foi aceite a candidatura para a criação de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF Moinhos), o que não tem sido viabilizado devido à falta de profissionais para esse efeito".

A petição do Movimento Projeto de Cidadania, que foi entregue na segunda-feira, 17 de junho, aponta ainda para uma outra questão, uma vez que a organização dos cuidados de saúde está dividido em duas estruturas diferentes ao nível das consultas não urgentes.

Além da UCSP de Rio Maior, existe a Unidade de Saúde Familiar (USF) Salinas, que serve cerca de 10.400 utentes no Centro de Saúde de Rio Maior e nas extensões de Fráguas, Outeiro da Cortiçada e São João da Ribeira, sendo composta por seis médicos do quadro, que asseguraram a substituição dos colegas quando estes faltam.

Segundo a petição, "esta orgânica tem provocado situações disfuncionais como haver, simultaneamente, médicos disponíveis na USF Salinas, e, na porta ao lado, haver utentes necessitados e privados de uma consulta médica na UCSP".

No documento, o movimento considera que os desígnios constitucionais do direito à proteção na saúde e da obrigação que o Estado tem em garantir o acesso aos cuidados "não estão a ser cumpridos no concelho de Rio Maior", e solicita que a Comissão de Saúde da Assembleia da República "discuta urgentemente a situação exposta, as suas causas e possíveis soluções".

O abaixo assinado que o MUSP Santarém está a promover, e que já chegou às 2 mil assinaturas, serve para denunciar a falta de médico e outros profissionais nas unidades de saúde e manifestar a oposição dos utentes ao encerramento de extensões de saúde nos meios rurais.

Várias dezenas de crianças participaram nas iniciativas promovidas pela Câmara Municipal da Chamusca em parceria com a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo durante a Semana do Ambiente, que este ano se realizou de 4 a 7 de Junho e coincidiu com a iniciativa Escolas +.

O Mercado Municipal da Chamusca acolheu exposições de trabalhos alusivos à água e ao meio ambiente produzidos por alunos das várias escolas. Um dos pontos altos da semana foi a entrega dos Prémios Escolas Amigas da Água, iniciativa da Quercus e da Águas do Ribatejo que envolveu mais de 1080 alunos de seis escolas da região.

A Águas do Ribatejo patrocinou a estação da água, local onde as crianças saboreavam a água da rede pública e aprendiam as vantagens do seu consumo para a saúde, para o ambiente e para a economia familiar. Depois podiam desfrutar de dois insufláveis onde davam largas à sua energia, antes de beberem mais um copo de água para hidratar o organismo.

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