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O serviço de cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) está a implantar com sucesso microdispositivos para monitorização cardíaca, e, pela primeira vez, iniciou uma nova consulta de Insuficiência Cardíaca Avançada.

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Segundo uma nota de imprensa do CHMT, “foram já implantados quatro microdispositivos para monitorização cardíaca, uma técnica diferenciada e inovadora que está a ser realizada por profissionais do Departamento de Arritmologia” da cardiologia, sendo que o seu implante “é ideal para doentes com problemas cardíacos que originam síncopes, e que por isso precisam de monitorização de longo prazo e contínua por parte do médico assistente”.
“A implantação destes «devices» é uma mais valia que representa um acréscimo de diferenciação do próprio serviço, mas é, sobretudo, uma mais valia para os doentes cardíacos, que desta forma, ao estarem monitorizados e acompanhados evitam deslocações às urgências hospitalares”, explica David Durão, diretor do serviço de cardiologia.
Estes dispositivos são implantados debaixo da pele através de uma pequena incisão de menos de 1 centímetro no lado superior esquerdo do tórax e, quando implantados, são frequentemente quase impercetíveis a olho nu, explica o CHMT, acrescentando que o aparelho permite uma vigilância diária do ritmo cardíaco até um período de três anos.
Estes dispositivos comunicam com um aparelho, via wireless, que é ligado à corrente elétrica de casa e que transmite informação diretamente ao médico ou para a equipa do hospital, em monitorização remota, sempre que se verifica uma ocorrência importante.
O primeiro micro dispositivo foi colocada a 22 de março e, desde então, já foram implantados com sucesso quatro dispositivos, estando já marcada mais uma intervenção para o dia 24 de Junho.
“Mesmo em contexto de pandemia, é importante continuar a disponibilizar aos doentes a melhor tecnologia no sentido de lhes oferecer os melhores cuidados de saúde possíveis”, refere David Duraão.
O responsável explica ainda que “a intervenção é realizada em ambulatório e é minimamente invasiva. O primeiro doente, que apresentava episódios de síncopes de repetição, teve alta imediata e pôde retomar o seu dia-a-dia sem qualquer incómodo”.
David Durão aduz ainda que se iniciou recentemente uma consulta diferenciada de Insuficiência Cardíaca Avançada na unidade hospitalar de Torres Novas.
"Era necessário centralizar este grupo cada vez maior de doentes numa consulta específica, atualmente realizada apenas por mim, mas com ambição de se tornar numa consulta multidisciplinar envolvendo as demais especialidades médicas", explica.



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