O Movimento pelo Tejo (proTejo) garantiu esta segunda-feira, 11 de novembro, que Espanha voltou a não cumprir a Convenção de Albufeira no início do ano hidrológico 2019/2020, que começou em outubro, referindo que houve menos água lançada no rio nas duas últimas semanas daquele mês.

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Citado pela agência Lusa, porta-voz do movimento ambientalista, Paulo Constantino, explica que entre os dias 14 e 28 de outubro, Espanha enviou menos um milhão de metros cúbicos de água, quando a Convenção de Albufeira obriga ao envio de sete.

Segundo o dirigente ambientalista, que baseia os seus cálculos nos dados disponíveis de afluência de água na estação hidrométrica da barragem do Fratel, o caudal em falta resulta de uma tentativa de cumprimento burocrático dos dados do ultimo ano hidrológico, enviando água a rodos e esvaziando a barragem de Cedillo [em Espanha], o que vem agora provocar um incumprimento recorrente e sistemático da Convenção de Albufeira.

O movimento ambientalista questionou hoje o ministro do Ambiente e da Ação Climática para saber se já foram pedidos esclarecimentos ao seu homólogo espanhol quanto a este incumprimento e que posição pretende tomar para evitar que estes incumprimentos se arrastem ao longo do ano hidrológico de 2019/2020.

Será que valeu a pena o vazamento da barragem de Cedillo, deixando os rios Pônsul e Sever a seco numa tentativa de cumprir burocrática e formalmente a Convenção de Albufeira quando agora Espanha inicia o novo ano hidrológico em situação de incumprimento?, questionou ainda o porta voz do proTejo, para quem a catástrofe do Alto Tejo poderia ter sido evitada através da aceitação de um pedido de Espanha para entrar em incumprimento" do caudal mínimo anual.