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São trabalhadores da limpeza, mas não admitem ser “tratados como lixo”.

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Foi este o mote para mais uma greve dos funcionários dos serviços de higiene e limpeza do Hospital de Santarém, que voltaram a concentrar-se em protesto à porta da unidade hospitalar na manhã desta sexta-feira, 31 de março.
Os sucessivos atrasos no pagamento dos salários mensais continua a ser o principal motivo do descontentamento, segundo explicaram os trabalhadores à Rede Regional.
“Nunca sabemos a que dia vamos receber, é sempre uma incerteza”, lamentou Isabel Vitorino, acrescentando que, perante os atrasos, há funcionários que ficam sem dinheiro para pagar as contas mensais.
“Alguns têm luz e água porque os colegas emprestam-lhes dinheiro”, explica a mesma trabalhadora.
Segundo Vivalda Silva, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD), a Foamy Sparkle, empresa que venceu o concurso externo para a prestação de serviços de limpeza no Hospital de Santarém, está também em incumprimento grave noutras questões laborais.
“Não há mapa de férias, por isso os funcionários nem sabem quando vão de férias, se vão de férias, ou quando recebem os subsídios, e a empresa não está a enviar para a Segurança Social os descontos que faz aos salários, todos os meses”, explica Vivalda Silva.
Perante o histórico de incumprimento das obrigações laborais, os trabalhadores pedem uma intervenção urgente da Autoridade Para as Condições do Trabalho ou de outros organismos inspetivos do Ministério da Saúde ou do Estado.
A Rede Regional tentou contatar a empresa, mas sem sucesso.

 



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