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A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Santarém quer que o atual presidente da autarquia cumpra o mandato até ao fim e vá a votos nas próximas eleições autárquicas.

O desafio a Moita Flores foi feito pelo presidente da concelhia do PS, Carlos Nestal, que confrontado com as notícias que dão conta que Moita Flores vai sair antes do final do mandato e se vai candidatar a outra autarquia, afirmou esperar que o atual presidente vá a votos “em Santarém e não em Oeiras ou em qualquer outro sítio, para que ele e o PSD possam ser avaliados pelos eleitores”.

Quanto ao candidato socialista à Câmara de Santarém nas próximas eleições, Nestal afirma que está a ser preparado, garantindo que a escolha vai pertencer à concelhia.


 

“O movimento está em coma, e pretendemos ou dar-lhe vida ou desligar a máquina. Depois desta acção, são os eleitores abrantinos que vão dizer, nas suas reacções, se o movimento faz falta ou não em Abrantes”.

Foi desta forma que João Viana Rodrigues, Sónia Onofre e António José Gonçalves apresentaram o balanço de actividade do movimento Independentes pelo Concelho de Abrantes (ICA).

Depois da surpresa nas últimas autárquicas, com a eleição de um vereador, vários deputados municipais e uma junta de freguesia, o movimento teve algumas saídas de elementos da sua primeira linha. 

João Viana Rodrigues justificou a ausência de Carlos Arês, vereador eleito pelo movimento, não por diferendos internos mas por posições que, nalguns casos divergem dos restantes elementos. As decisões apontadas em Assembleia Municipal são debatidas no seio do grupo e as posições assumidas pelo vereador são, na maior parte dos casos, pessoais. Apesar de tudo João Viana Rodrigues destacou que não são muitos os casos de divergência entre vereador e deputados municipais.

Mas o que os elementos do ICA pretendem é avaliar o interesse da comunidade em que este movimento se mantenha e até se possa reforçar em próximos actos eleitorais. Na conferência de imprensa de segunda-feira, 5 de Março, Sónia Onofre apresentou alguns dos temas que têm sido caros ao movimento ICA. Primeiro, a cobrança de portagens da A23. Foi um tema levado à Assembleia Municipal e aos tribunais, onde corre um processo para declarar a ilegalidade na cobrança de portagens nesta auto-estrada.

A RPP Solar é outro dos assuntos que tem preocupado os independentes, nomeadamente a ausência de respostas da maioria socialista a propósito da situação criada. A Câmara adquiriu um terreno por um milhão de euros, e vendeu-o por 100 mil euros ao empresário Alexandre Alves na expectativa de serem criados mais de um milhar de postos de trabalho. Mas tudo está parado. Sobre aquele terreno existem 6 a 8 milhões de euros de penhoras por dívidas do empresário.

“Às perguntas do movimento ICA em Assembleia Municipal, a presidente da Câmara responde que não fala mais sobre o assunto”, acrescentou Sónia Onofre, revelando ainda que não concordam com toda a concentração de alunos do primeiro ciclo do ensino básico nos novos centros escolares, como tem estado a acontecer.

António José Gonçalves questionou uma série de projectos a vários tempos que existem em Abrantes, caso da ausência de informação sobre o programa de regeneração urbana contratado à Augusto Mateus e Associados. “Será que o plano Mateus contradiz o programa Mais Abrantes (programa socialista)”, questionou António José Gonçalves.

A seguir o eleito municipal pelo movimento identificou uma mão cheia de projectos que estão parados ou foram mal dimensionados e, por isso, não avançam. Começou pelo erro do mercado diário que afirma ser o primeiro mercado que será construído da vertical, contrariando as tendências comerciais destes espaços, para além de todos os atrasos na obra que justificou como “mau planeamento”.

Depois a ausência de obras na tapada do Fontinha, no que seria uma primeira fase de regeneração urbana para a cidade. De seguida apontou todas as alterações ao mega projecto do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, as alterações relativas à Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, ou as apostas erradas do centro de saúde nas antigas instalações da Rodoviária do Tejo ou a residência de estudantes no antigo Centro de Emprego.

António José Gonçalves questionou ainda a ausência de discussão no que respeita à regeneração urbana que vai ter candidaturas a fundos de apoio ou a discussão sobre a reorganização administrativa do País, que está em marcha.

João Viana Rodrigues afirmou que o movimento ICA não quer fazer oposição por fazer. “Há situações em que concordamos com as acções da maioria. Noutras não concordamos e apresentamos os nossos pontos de vista, do que achamos ser o superior interesse do concelho de Abrantes.

Segundo os responsáveis do movimento, é este trabalho que querem continuar a fazer e, se a comunidade der resposta ao que pretendem, iniciar mais cedo a preparação das próximas eleições autárquicas.

A dívida da Câmara de Santarém já ultrapassou os 100 milhões de euros. A garantia é da concelhia do PS da capital do distrito, que esta segunda-feira traçou um quadro negro da gestão do PSD à frente do município scalabitano.

Os socialistas contrariam assim os dados avançados pelo próprio presidente da autarquia que, na Assembleia Municipal realizada no final de Fevereiro, referiu que a dívida estava nos 99 milhões de euros, tendo subido 17 milhões desde Dezembro devido, sobretudo, à inscrição dos 16 milhões de euros da compra ao Estado das instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria.

Em conferência de imprensa, o presidente da concelhia do PS de Santarém, Carlos Nestal, justifica a afirmação de que a dívida é superior aos 100 milhões com o facto de haver um considerável número de serviços já prestados à autarquia por fornecedores externos, que no entanto não emitiram as faturas para evitar o pagamento de IVA. Idália Salvador Serrão, comissária política da concelhia, diz que, para já não é possível saber com exatidão o montante em causa, o que só acontecerá quando os números forem “apresentados objetivamente”

Nesta análise às contas da câmara, os socialistas dizem também que o cenário só não é pior devido à antecipação de receitas do contrato de renda da EDP, que permitiu um encaixe de 20 milhões de euros.

Após terem tido acesso ao anuário financeiro das autarquias, referente ao ano de 2010, os socialistas de Santarém destacam sobretudo o quadro referente ao passível exigido, que, de 2006 para 2010 aumentou 58,9% em Santarém, contra 24% de média no país. “Isto não tem só a ver com o estado do país, como diz o presidente Moita Flores, uma vez que Santarém subiu a dívida mais do dobro da média nacional”, referiu Carlos Nestal, afirmando que o município precisa de proceder “brevemente e com urgência” ao seu saneamento financeiro

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