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O resgate financeiro do município do Cartaxo é “inevitável”, segundo a comissão política concelhia do PSD local, que coloca a autarquia “entre o restrito conjunto das mais endividadas e com gritantes problemas de saúde financeira”, sendo ainda “um dos casos mais graves para solucionar a nível nacional”.

Isto porque, segundo as contas dos social-democratas, “o peso da sua dívida total é mais de 205% superior ao da receita total”, sendo quase todo esse valor “ultrapassa o pagamento em 90 dias”.

“Em suma, o município do Cartaxo não consegue no dia-a-dia gerar receita que lhe permita pagar as suas despesas correntes e diárias”, assinala um comunicado do PSD, que contabiliza a dívida em mais de 52 milhões de euros a fornecedores e à banca.

Como exemplos da agonia financeira, os social-democratas recordam que as obras no parque de negócios “se encontram suspensas por falta de pagamentos”, e que o parque de estacionamento subterrâneo “está há cerca de seis meses para começar a funcionar apesar das sucessivas promessas de abertura”.

Em relação a este caso, o presidente da autarquia, Paulo Varanda, explicou na última reunião pública de Câmara que a banca chumbou um empréstimo de 690 mil euros para que a empresa municipal Rumo 2020 assegurasse o pagamento da comparticipação nacional do projecto, um investimento total de 4,5 milhões de euros (financiado a 85% por fundos comunitários, que só serão disponibilizados quando a autarquia cumpra com a fatia que lhe cabe). Segundo Paulo Varanda, a Câmara está a tentar negociar com o empreiteiro o pagamento faseado da obra num período temporal alargado.

Ainda segundo o comunicado do PSD local, “o centro escolar de Cartaxo - Vila Chã de Ourique corre o risco de não abrir quando se iniciar o próximo ano lectivo” e “a nova esquadra da PSP avança penosamente”.

A estes exemplos juntam-se o atraso no pagamento dos protocolos de delegação de competências nas freguesias, o aumento do contencioso com fornecedores que reclamam dívidas judicialmente, a recente proibição de depositar resíduos recolhidos no aterro sanitário da RESIURB / ECOLEZÍRIA por incumprimento no pagamento de quase um milhão de Euros, e a ameaça de suspensão dos serviços prestados pela Rodoviária do Tejo relativos ao transporte dos alunos do concelho (mais de 600 mil euros).

“Os truques estão praticamente esgotados”, concluiu o PSD Cartaxo, sublinhando que a “recente Lei dos Compromissos, obrigando à transparência das contas, veio tornar ainda mais gritante a incapacidade do município para satisfazer os seus compromissos com fornecedores”.

“A tesouraria está no limite do colapso, ameaçando em breve deixar de pagar as suas mais elementares despesas, como recentemente se soube pelo atraso no pagamento dos vencimentos aos trabalhadores municipais”, salientam ainda os autores do comunicado.

António Gameiro vai candidatar-se à presidência da Federação Distrital do Partido Socialista de Santarém. O deputado socialista na Assembleia da República vai anunciar oficialmente a candidatura “Juntos para Ganhar 2013” na segunda-feira, 9 de Abril, às 18h00, no Santarém Hotel.

A primeira acção de campanha foi uma carta enviada aos militantes do partido, em que António Gameiro anuncia como objetivo da candidatura “potenciar uma vitória eleitoral autárquica em 2013”.

“Há muitos anos que dou a cara pelo PS e pelo distrito de Santarém, tendo uma enorme vontade de contribuir para que o PS venha a GANHAR 2013. Tenho um percurso de intervenção política e desempenho de variadas funções de elevada responsabilidade que falam por si”, pode ler-se no referido documento.

Militante do PS desde 1991, António Ribeiro Gameiro, de 41 anos, ocupou vários cargos na estrutura local de Ourém e distrital de Santarém, além de ser deputado desde 2005.

As eleições para a Federação Distrital de Santarém do PS, atualmente liderada por Paulo Fonseca, ex-governador Civil de Santarém e atual presidente da Câmara de Ourém, realizam-se a 16 de Junho.

O Bloco de Esquerda do Cartaxo quer explicações sobre o que se passa com o novo Parque Central da cidade, inaugurado há cerca de seis meses e que continua como se estivesse em obra.

“Seis meses depois da inauguração do Parque Central por Cavaco Silva, o parque subterrâneo de estacionamento está fechado, os bares não abriram, os jardins estão por tratar, o monumento aos mortos continua amputado e os achados arqueológicos desaparecidos. Depois de centenas de árvores cortadas e de milhões de euros gastos e propagandeados até ao limite, veio um silêncio insuportável. Mas afinal o que se passa? Mas afinal não fomos nós cidadãos que pagámos a obra? Não merecem os Cidadãos do Cartaxo uma explicação?”, questionam os bloquistas num comunicado assinado pelos deputados municipais Pedro Mendonça e Odete Cosme.

No mesmo documento, os eleitos do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Cartaxo dizer ser hora do presidente da autarquia ter a coragem de vir a público explicar a quem pagou a obra, porque os equipamentos se encontram tal e qual como no dia anterior à inauguração presidencial, ou seja, fechados.

“Fica provado que Cavaco Silva veio ao Cartaxo reforçar a ideia de impunidade para políticos como Paulo Caldas, Isaltino Morais, Alberto João Jardim ou Dias Loureiro. No Cartaxo tudo continua na mesma e cada vez mais o Caldismo, agora liderado por Varanda se assume como o Jardinismo ribatejano. Depois do referendo em Dezembro último em que a população decidiu que seria a Câmara a gerir o estacionamento, nada se fez e nada se propôs ao fim de quatro meses. Não existe a coragem de explicar a razão?”, questionam os deputados municipais do Bloco de Esquerda.

O Rede Regional tentou obter esclarecimentos junto da autarquia mas tal não foi possivel até ao momento.

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