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O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, acusou esta segunda-feira várias entidades relacionadas com o ambiente de terem uma gestão descansada à conta dos esforços de poupança das autarquias.

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Na reunião do executivo municipal de23 de janeiro, onde foi discutida a proposta de tarifário de resíduos urbanos para o ano 2023, o autarca lembrou que as câmaras têm de cobrar aos munícipes a totalidade da despesa com a recolha e tratamentos dos resíduos sólidos urbanos (RSU), o que faz com que a fatura seja cada vez mais elevada.

Um dos problemas é a Taxa de Gestão dos Resíduos (TGR), cobrada pelo Ministério do Ambiente, e que este ano subiu de 11 para 25 euros por tonelada, esperando-se que para o ano chegue aos 30 euros. “O Ministério do Ambiente tem aqui uma fonte de financiamento e isto é um dos fatores que os municípios não podem controlar, mas depois vai aumentar a fatura”, referiu.

Mas não é só o ministério que aumenta os preços. A RSTJ, empresa que faz a gestão dos lixos do concelho de Santarém e de vários outros municípios da região, continua a aumentar bastante a tarifa, que este ano se ficou nos 53,44 euros por tonelada, valor que Ricardo Gonçalves recordou que é superior a sistemas vizinhos como a Valorliz (Leiria) ou a Valor Sul (Lisboa e Oeste).

“Houve um passado em que Santarém não tinha capacidade de pagar as suas faturas (…) mas hoje paga a 10-12 dias e não podemos aceitar que a RSTJ tenha sempre estes custos a aumentar e com situações que desconhecíamos”, disse Ricardo Gonçalves, revelando que o diretor-geral da empresa, Joel Marques, que substituiu Diamantino Duarte, que geriu a empresa durante vários anos, ganha 6 mil euros por mês.

“[Com este ordenado] devia ter outro tipo de resultados que não está a conseguir”, disse o presidente da Câmara de Santarém, que revelou já ter perguntado porque é que o rácio de pessoal da RSTJ é acima da média do setor, assim como outros custos, questões que ficaram sem resposta.

Ricardo Gonçalves mostrou-se ainda preocupado com os relatórios da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), que apontam para graves problemas ambientais ao nível dos lixiviados, que não estão resolvidos e que vão obrigar a novos investimentos que terão de ser pagos pelos munícipes, que depois não percebem porque pagam a água mais cara, uma vez que todas estas taxas são cobradas nas faturas da água.

“Espero que estas situações sejam revistas. Fazemos grande esforço para não aumentar aos munícipes e depois estamos obrigados a fazê-lo devido a entidades externas”, disse Ricardo Gonçalves, que mais tarde exortaria os munícipes a verem na sua fatura da água o que é para as Águas de Santarém e o que é para outras entidades.



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