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Imagem de arquivo / Ilustrativa

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, afirmou esta segunda-feira, 2 de maio, que a autarquia está a equacionar fundir as corporações de bombeiros da cidade - Sapadores e Voluntários de Santarém.

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"Estamos a trabalhar no sentido de trazer a esta casa uma solução definitiva e essa solução definitiva poderá passar eventualmente por uma fusão", disse o autarca, admitindo que esta é uma questão que já se coloca há vários anos, pelo menos desde 2008.

Ricardo Gonçalves revelou que face aos problemas que têm existido com a corporação de Sapadores (antigos Bombeiros Municipais), o assunto tem sido discutido no núcleo duro da vereação e diz que é altura de o assunto se tornar público, até porque a maioria dos municípios do país já não tem corporações municipais.

"Há coisas que não correm muito bem e nós decisores devemos fazer para que corram bem", disse o autarca, acrescentando que apesar de todos os anos a autarquia aumentar a verba gasta com os bombeiros, isso não se traduz em ganhos de operacionalidade.

"O que queremos é mais operacionalidade" e "se calhar temos de começar a pensar numa solução conjunta", defendeu o presidente da autarquia, mostrando estar consciente que esta não é uma solução que vá agradar «a gregos e a troianos», mas admitindo que com a divisão dos montantes gastos com os Sapadores pelas restantes corporações, "se calhar todo o concelho poderá ficar a ganhar".

"Às vezes um passo atrás pode ser para ganhar balanço", explicou, adiantando como exemplo que apenas 26 dos 308 municípios portugueses têm corpos de bombeiros municipais.

"Todos os anos aumentamos o orçamento e se não se resolve temos de rever", afirmou Ricardo Gonçalves, exemplificando com os vencimentos dos operacionais, que nos últimos anos passou de cerca de 900 euros para cerca de 1.400 euros mensais.

As informações de Ricardo Gonçalves foram dadas em resposta a perguntas feitas pelo vereador do Chega, Pedro Frazão, que questionou como estava o processo de concurso para a contratação de novos elementos para a Companhia de Sapadores Bombeiros de Santarém.

Ricardo Gonçalves explicou que caso o concurso de pessoal para os Sapadores não avance, está a ser equacionado que os cerca de 170 mil euros anuais que se previam de custos, sejam distribuídos pelos três corpos de bombeiros voluntários do concelho, de forma a reforçar a sua operacionalidade.

 



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