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Imagem de Arquivo / Ilustrativa

Os deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém e o CDS-PP questionam e lamentam a decisão das autoridades de saúde que levou ao adiamento das touradas previstas para a Praça de Touros de Santarém nos dias 10 e 12 de junho.

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Numa série de perguntas enviadas à ministra da Saúde, os sociais democratas estranham que, “as autoridades de saúde, contrariamente ao expectável, à última da hora, após estarem vendidos os ingressos e a lotação adaptada às condições de pandemia estar lotada" tenham decidido "alterar as regras limitando a lotação da Praça de Santarém a 3.500 lugares, confundindo uma sala de espetáculos com um recinto em espaço aberto, contrariando o previsto de redução de 50% da capacidade".

"Mais grave ainda, surgiu uma nova imposição de que todos os espectadores fossem obrigatoriamente testados nas 24 horas antes de cada espetáculo, e apresentassem teste negativo à Covid-19 para poderem entrar nos mesmos", dizem Isaura Morais, João Moura e Duarte Marques, em comunicado, afirmando que "tal situação nunca foi antes aplicada a nenhuma sala de espetáculos portuguesa".

Os deputados perguntam á ministra "quais os motivos para, à última da hora, se terem alterado as regras de organização do espetáculo?", "porque são impostas regras diferentes para Santarém e para um espetáculo tauromáquico de ar livre, das utilizadas por exemplo no estádio do dragão por ocasião da organização da final das Champions League de futebol?" e se "será que as regras de combate à Covid-19 mudam consoante o dia do mês, a geografia e a nacionalidade das pessoas?".

Já o vice-presidente do CDS-PP, Pedro Melo, considera que “a decisão em causa é, a todos os títulos, injustificada, traduzindo, em boa verdade, um aviltamento do sector da tauromaquia, que, não sendo, novo, é reprovável e deveria fazer corar de vergonha o Governo”.

O CDS PP considera que a decisão da Saúde é “uma enormíssima perturbação para os organizadores, cavaleiros, ganadeiros e grupos de forcados, além dos prejuízos para a restauração e hotelaria” e repudia o sucedido exortando o Governo “a cumprir a Constituição e a lei, permitindo que os espetáculos em causa, realizados ao ar livre, tenham lugar nos termos previstos”.



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