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Imagem de arquivo / Ilustrativa

O executivo camarário e o presidente da Assembleia Municipal de Santarém reuniram nos últimos dois dias com os 9 deputados eleitos pelo distrito de Santarém para demonstrar o seu desagrado e estupefacção pelo facto de vários projectos estruturantes para o concelho e para a região não estarem contemplados na última versão do Plano Nacional de Investimentos (PNI2030).

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O principal motivo do descontentamento é o facto do troço ferroviário Vale de Santarém - Entroncamento, cuja construção de variante e aumento da velocidade máxima de circulação entre Santarém e Entroncamento estava previsto na primeira versão do PNI2030, de Janeiro 2019, ter desaparecido nesta segunda versão.

"Era o único projeto que contemplava a área da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) que agora desapareceu, mesmo todos nós sabendo que é a única ferrovia de escoamento para todo o interior. Note-se que este é um investimento unanimemente considerado fundamental e que, inclusive, esteve em 2009 com espaço canal definido, expropriações realizadas e com data de lançamento de empreitada anunciado", recorda o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves.

O novo PNI2030 tem 10,5 mil milhões de euros para a ferrovia, dos quais 4,5 mil milhões são destinados a uma linha de alta velocidade para ligar Lisboa ao Porto, que vai ter um novo traçado, longe de Santarém, e que se pensava não iria interferir com a modernização da atual Linha do Norte, sendo que o custo estimado da obra no Troço Santarém - Entroncamento seria de aproximadamente 300 milhões de euros, cerca de 3% da totalidade da verba existente para a ferrovia.

"A decisão de não modernizar este troço da linha do Norte, é uma decisão que prejudica bastante toda a região, pois que, mesmo após a criação da nova linha de alta velocidade, esta continuará a ser a única ferrovia de escoamento para a zona interior de Portugal, onde cerca de 900 mil pessoas, na confluência de 6 CIM (Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Alto Alentejo e Alentejo Central) serão privadas de investimento fundamental para uma mais justa coesão territorial e para a melhoria das suas vidas", afirma Ricardo Gonçalves.

"Mesmo avançando a linha de alta velocidade de Lisboa para o Porto, esta obra demorará cerca de uma década até estar concluída, e é incontestável que a linha do Norte continuará em funcionamento. Este facto, torna ainda mais premente a necessidade de investimento nesta via; a segurança terá que ser reforçada por via da de obras urgentes, devido ao perigo eminente motivado pela instabilidade das barreiras de Santarém, pelo facto de esta linha ter um elevado nível de ocupação da Infraestrutura (nível laranja) e pelas mortes que infelizmente aqui acontecem todos os anos e que muito contribuem para que a União Europeia tenha aberto um processo de infracção a Portugal, por causa da segurança ferroviária", acrescenta.

De acordo com Ricardo Gonçalves, todos os deputados eleitos pelo distrito comungam da opinião do executivo municipal e reconhecem a necessidade de este troço entre Santarém e Entroncamento constar no PNI2030.

Novas verbas para as encostas, uma nova saída da A1 no norte do concelho, a Variante da EN3 ao Vale de Santarém, a correção ao traçado da EN362 para Alcanede, e a conclusão do IC10, são outros dos projetos que a autarquia lamenta que não constem no Plano Nacional de Investimentos 2030.

"Perante estes factos, foi por nós lançado o desafio aos deputados do Distrito de Santarém, à semelhança do que já foi feito para as barreiras de Santarém, de apresentarem um Projeto de Resolução conjunto, a ser discutido em Plenário da Assembleia da República, que defenda e recomende ao Governo a inclusão do Troço de Vale de Santarém - Entroncamento no PNI2030", conclui o autarca.



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