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O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, está indignado com o Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, documento apresentado a semana passada pelo Governo e que, no entender do autarca é bastante penalizador para o concelho e para a região.

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Numa carta enviada ao Ministro das Infraestruturas e publicada na sua página de Facebook, Paulo Queimado escreve que "mais uma vez a Chamusca e a região ficam a perder", e enumera uma série de investimentos prometidos e não concretizados neste plano de investimentos para a década.

"Os agentes locais das regiões da Lezíria e do Médio Tejo deparam-se com barreiras inultrapassáveis que requerem uma resposta de âmbito nacional. A atração de investimento produtivo, que deve ser considerado um desígnio nacional, é consistentemente bloqueada pela realidade infraestrutural da região, nomeadamente a sul do Tejo, pela ausência de uma ligação ferroviária e rodoviária eficaz, em que a conclusão do troço do IC3/A13 que permitirá ligar V.N. Barquinha a Almeirim, tem sido identificada em vários documentos como uma prioridade em termos de investimentos infraestruturais no país (p.e. PNR 2020, PETI3, PROT-OVT), onde esta rodovia teve particular destaque, considerada essencial para alavancar economicamente zonas do interior, tipicamente rurais e mais desfavorecidas, tornando-as atrativas do ponto de vista de expansão territorial, quer urbana, quer industrial", começa por enumerar Paulo Queimado.

"A necessidade de conclusão do IC3/A13 possui implicações que vão além das mencionadas pelo PETI3+ – acessibilidade e mobilidade – e que foram realçadas aquando do anúncio da sua execução, decorria o ano de 2007, nomeadamente o incentivo ao desenvolvimento económico e territorial (p.e. novas indústrias, melhoria do escoamento de mercadorias, redução de custos para empresas e comunidade), redução de riscos e de impactes ambientais, por exemplo em relação ruído, constituindo um elevadíssimo risco para as populações das localidades constantemente atravessadas por veículos pesados de transporte de resíduos, constituindo desta forma um risco acrescido à saúde pública", acrescenta o autarca, eleito pelo PS.

Paulo Queimado lembra a presença na Chamusca de importantíssimas infraestruturas de tratamento de resíduos do país, "nomeadamente os dois únicos CIRVER – Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos a nível nacional, quatro unidades de tratamento e eliminação de resíduos hospitalares, que servem todo o país, duas unidades de compostagem que resolvem inúmeros problemas ambientais, nomeadamente de lamas de ETAR, uma central de biomassa, resolvendo desta forma a questão dos subprodutos da limpeza da floresta em toda a região centro, duas unidades de regeneração de óleos usados, para além do sistema de eliminação de resíduos industriais banais e do sistema de recolha, tratamento, triagem e eliminação de resíduos sólidos urbanos que neste momento serve 16 concelhos da região", e refere que estas unidades implicam a movimentação constante veículos pesados que, face à inexistência de melhores acessibilidades, acaba por se efetuar dentro de povoações.

"Não nos esqueçamos que estamos a resolver os problemas graves do país a nível dos resíduos", diz Paulo Queimado, lembrando as promessas do programa de Governo do Partido Socialista, que elegeu como desafios estratégicos da governação a preparação para enfrentar as alterações climáticas, a resposta aos desafios demográficos, a redução das desigualdades e a construção da sociedade digital, da criatividade e da inovação, como forte aposta na resiliência.
"Uma das dimensões do desafio do combate às desigualdades é a promoção da coesão territorial, através de uma estratégia integrada de desenvolvimento regional e de valorização dos territórios do interior", afirma.

Paulo Queimado não tem dúvidas que "a não execução destes pressupostos, terá sérias implicações para uma região seriamente afetada do ponto de vista demográfico e económico, sobretudo para investimentos considerados centrais em todos os planos 2020 desenvolvidos pelas CIM e vertidos nos programas de desenvolvimento regionais das CCDR´s de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Centro".

"Para além dos riscos ambientais, fica comprometido o investimento e desenvolvimento industrial e social da região, como sejam o cluster de gestão de resíduos da Chamusca ou a rede de simbioses industriais da região da Lezíria e Médio Tejo, o escoamento de produto e receção de matérias primas, o transito intermodal, o desenvolvimento de projetos de desenvolvimento no âmbito agrícola e florestal, entre outros projetos de desenvolvimento económico de valor acrescido, orçados em vários milhões de euros.

O nosso dever é contribuir para um país mais coeso, mais inclusivo e mais competitivo.

Com as medidas apresentadas, mais uma vez o Ribatejo fica excluído do plano de desenvolvimento do país", conclui.



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