Hélder Esménio, o presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, convidou 31 autarcas da Lezíria do Tejo e de quatro regiões alentejanas para discutir as assimetrias na distribuição dos fundos comunitários do Portugal 2020 relativos à regeneração urbana.
Os apoios revistos no Programa Operacional do Alentejo, onde se inserem estes municípios, "não tratam com equidade e justiça os territórios e os cidadãos que integram esta região", salienta o autarca de Salvaterra, que considera esta situação "inaceitável".
Os territórios da Lezíria do Tejo, Alto Alentejo, Alentejo Litoral, Alentejo Central e Baixo Alentejo dispõem "de dez vezes menos dinheiro, em média, que outros vizinhos para investir em reabilitação urbana e no tratamento de espaços públicos, apenas porque isso foi ditado administrativamente na negociação dos fundos comunitários", salienta Hélder Esménio, para quem "se nada for feito, serão destratados pelas verbas comunitárias sem que o Estado português se pareça preocupar com o facto de fundos que visam a coesão territorial, sejam eles próprios os causadores de enormes assimetrias".
A reunião com os 31 presidentes de Câmara dos territórios penalizados está marcada para o próximo dia 19 de novembro, às 10 horas, em Salvaterra, e servirá "para refletirmos em conjunto e estabelecermos formas de ação harmonizadas que possam ajudar a canalizar mais verbas do PO Alentejo para estes municípios".
Foram convidados representantes dos concelho de Alter do Chão, Arronches, Avis, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Sousel, Alandroal, Arraiolos, Borba, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ourique, Vidigueira, Azambuja, Alpiarça, Chamusca e Golegã.
Salvaterra lança debate sobre apoios à regeneração urbana
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