Qui, 18 Julho 2024

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Verdade ou Mentira?

VITOR CATULO, Cidadão eleitor Nº B-932

Uma mentira para ser boa tem de ter à mistura um pouco de verdade.

Esta verdade é tão antiga quanto o homem e é usada, de forma às vezes inconsciente, por cada um de nós em algum momento.

Não apareça o mais pintado que diga que não.

Quem nunca contou uma boa história, dourando-a aqui e ali com alguns ingredientes fantasiosos, não tem imaginação, não encanta e é perfeitinho demais.

Escritores e guionistas que escrevem sobre casos inspirados na vida real não teriam sucesso se não recorressem a alguma dose de fantasia.

Usam-na com mestria mágicos e ilusionistas quando arrebatam aplausos de pasmo e admiração e, para os burlões, a manipulação da mentira que parece verdade, mais do que princípio, é religião.

Ao longo dos séculos a mentira, de tantas vezes repetida, vira verdade e tem sido utilizada como uma das grandes armas de governação na manipulação de massas no processo de formação de opinião.

Os serviços secretos de qualquer estado não prescindem do seu uso.

É um dever de ofício e quem está no jogo conhece as regras.

As igrejas criam conceitos na forma de mitos e exploram-nos até à exaustão com o fim de adocicar a alma cordeira dos crentes que almejam a cura dos seus males ou a concretização dos seus desideratos pela via da intervenção do divino.

Um mistério da condição de se ser humano que a inteligência nunca conseguirá explicar.

"O coração tem razões que a razão desconhece", disse Camões.

Uma verdade incontornável que não requer discussão.

Em Portugal pululam desde há muito os manipuladores de meias verdades e os vendedores de mentiras.

Eles instalaram-se na publicidade, nos circuitos de vendas por catálogo, nas correntes de solidariedade e nas campanhas de tampinhas – que jeito que dá aos donos das empresas de reciclagem de resíduos plásticos que as embalagens venham destampadas! – e de angariação de fundos para os deserdados da sorte nas redes sociais, estas já a uma dimensão planetária.

E o que é certo é que muitas pessoas respondem a este tipo de apelos num arremedo de paixão tão instantânea quanto passageira!

Pactuam inconscientemente com vigaristas e alimentam involuntariamente negócios clandestinos de milhões.

Certificarem-se, antes de tomar qualquer decisão, da genuinidade da informação através de uma pesquisa rápida nos motores de busca é um conselho que se impõe.

Dissertar, um pouco pela rama, sobre o tema que escolhi para a minha crónica de hoje e não falar de política e dos políticos, ou pantomineiros pretensiosos, que condicionam a vida do nosso dia a dia é o mesmo que falar de doces e compotas não referindo o açúcar.

Decidi porém, deixar ao critério de quem me lê que tire as ilações que entender.

Mas sempre vou adiantando que a mentira, como diz o ditado, tem perna curta e provou-se durante esta semana, com alguns acontecimentos com finais felizes, que a sabedoria do povo é uma verdade insofismável.

Aplaudo quem, de "sobre a nudez crua da verdade" levantou o "manto diáfano da fantasia".

A minha convicção de que há gente séria e competente no meu país saiu fortalecida.

É o legado da Verdade e da Justiça que se pretende deixar às gerações que se seguem.

Portugal e os nossos filhos merecem que sejamos cada vez melhores. 

Vitor Catulo

Cidadão eleitor nº B-932

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