Com o início de 2016, surgem esperanças e desejos, mas também indubitavelmente voltamos à questão do papel do Homem, que papéis assumimos e para que papéis somos conduzidos. Seremos nós que derivamos da sociedade, sendo um reflexo daquilo que ela é, um subproduto ou somos nós os construtores desta mesma sociedade? Moldamos ou somos moldados? Direi que ambos, não havendo limites mas sim meios termos neste domínio. Tudo depende de cada um de nós, em conjunto com as envolvências, objetivos, metas, desempenhos e consequências.
Início de ano é possibilidade de novas reflexões, escolhas e de como se costuma dizer, ir à luta. Acomodarmo-nos a situações, parar de crescer e de reformular não é bom, é desperdício e desilusão, é pairar apenas, muitas vezes num caminho sem retorno.
Nestes tempos conturbados de crises (e há tantas… económicas, políticas, psicológicas, ambientais…) e mudanças, proponho que não deixemos morrer os nossos sonhos…certamente temos muitos e alguns bastante difíceis de realização, mas também temos sonhos mais simples e se nos dedicarmos a eles, acredito que temos realmente mais probabilidades de os realizar. No fundo, mudar os tempos, mas não a vontade de crescer, porque essa deve permanecer; as nossas prioridades podem ser algo diferentes, com arestas limadas, mas os ideais e empenho não podem desvanecer.
O grande sonho de que o Natal acontece diariamente…na entreajuda, na partilha, na alegria de um sorriso, na felicidade de uma mão estendida à espera de uma outra mão que ofereça o seu calor…pode realmente ter um lugar preponderante e acontecer.
Na organização e reorganização das nossas vidas, pensemos no benefício que é participarmos ativamente nas nossas comunidades, fazermos e cooperarmos mais, não esquecendo a perspetiva de melhorar constantemente. Colaborar, participar, estar presente faz toda a diferença para quem nos rodeia e impulsiona-nos para um nível de satisfação pessoal em que o cansaço é substituído pelo orgulho, fazendo-nos esquecer os maus momentos e desejando continuar.
E por falar em reorganização, após recentes mudanças políticas, temos Presidenciais à porta (as nonas, desde o 25 abril), já a 24 deste mês. Mudanças que também nos levam a pensar em outros papéis, como o do Estado, mas isso fica para outro dia.
A todos os leitores desejo que a magia positiva da época festiva que terminou à tão pouco tempo perdure por todo o ano, que este sentimento fantástico encontre dentro de nós um lugar especial e lá permaneça…
Excelente 2016!



























