PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

Siga o nosso canal de WhatsApp e fique a par das principais notícias.

Existe muito mais mundo além de nós

samuelpimentsmall

Samuel Pimenta

Que seríamos nós, enquanto humanidade, se cada indivíduo tivesse a oportunidade de ser o que sonhou? Que seria da civilização se cada pessoa pudesse amadurecer sem os códigos limitadores que lhe programaram a mente? Que seria do mundo se tivéssemos construído uma História de amor e verdade, em vez de termos seguido o caminho das armas, da força e do poder?

Experienciar uma vivência humana é uma oportunidade para criarmos algo de bom para o Todo. Uma música, uma ideia, um poema, um gesto. Qualquer coisa, desde que acrescente beleza ao que somos, em equilíbrio e perfeição. Desde que nos traga um maior conhecimento enquanto seres que partilham a vida com outros seres. Ser humano é ser co-criador desse Algo que ordena a vida, chamemos-lhe Deus, Natureza, Universo, Fonte, o que quiserem. Somos mandatários, extensões desse Algo. E agimos conscientemente, sabemos que podemos fazer alguma coisa.

Num cenário em que homens e mulheres fossem verdadeiramente livres de todos os padrões castradores, ninguém se atreveria a disparar uma arma, ninguém se atreveria a invadir um país, ninguém se atreveria a privar o outro de alimento. Mas não é isso que nos ensinam desde o berço. Aprendemos a mentir, a desconfiar, a insinuar, a ser cínicos, a desdenhar, a julgar, a dominar, a ter medo, a duvidar, a não esperar, a desrespeitar, a invejar, a ter fome de mais e mais, quando esse mais nem nos é necessário. Ensinam-nos a estar desligados, adormecidos, descentrados de quem somos. Há interesse em que nos mantenhamos nesse estado hipnótico, quem não se conhece é mais facilmente controlável. E quem nos ensina a ser assim? Os nossos pais? Não, também eles foram ensinados. São os padrões civilizacionais que nos educam, que nos vão moldando, padrões impostos pelos vencedores da História, homens e mulheres que dominaram outros homens e mulheres na luta ancestral pelo poder. E continuam a lutar entre si, enquanto nós estamos no meio. Se for preciso, passam-nos por cima. Se for preciso, até nos comem.

Estes padrões não me servem enquanto humano. Não quero luta, não quero poder, não quero ficar na História como vencedor. Quero simplesmente ser quem sou, um humano que ama profundamente o planeta em que vive. Quero viver segundo padrões de amor e liberdade, em que a concretização dos sonhos prevaleça sobre a conjuntura económica, em que a salvaguarda dos direitos humanos prevaleça sobre a cobiça, em que a protecção da Natureza prevaleça sobre qualquer negociata, em que a concretização da verdadeira cidadania prevaleça sobre as estratégias político-partidárias. Quero ser livre de toda a poeira que me limita ver com maior amplitude. E quero que a humanidade também veja além dos véus, que assuma uma identidade real, sem dirigismos, sem controlos. Pois no dia em que o último humano se converter à verdade de que está aqui para honrar a vida e para amar, o conceito de humanidade dará um salto, e aí veremos que existe muito mais, muito mais mundo além de nós.

Alcanhões, 29 de Abril de 2015 – 16h46

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Notícias Relacionadas