Além de outras coisas na vida, sou um apaixonado pelo futebol. Não só pelo jogo em si mas também por tudo o que rodeia este maravilhoso desporto. Por isso, tenho seguido, com toda atenção, o desenrolar dos acontecimentos da nossa Seleção Nacional, lá pela terra da caipirinha. Isto para dizer que não me surpreende a pobre prestação da equipa de todos nós.
Se tivermos em linha de conta que para passarmos o grupo de apuramento para o Mundial de Futebol tivemos que dar ao chinelo – apuramento conseguido em grande parte por termos o melhor jogador do mundo da nossa equipa – não me venham falar em clima e deslocações para justificar tamanho fiasco.
Meus caros, além da falta de qualidade, comparando com outras seleções portuguesas de um passado recente, o que está aqui em causa na cabeça destes meninos chama-se motivação e ambição.
Tirando Rui Patrício, Fábio Coentrão, Nani e Cristiano Ronaldo, o resto dos jogadores da nossa seleção já têm o contrato das suas vidas, já para não falar de alguns estarem em final de carreira. Por outro lado, sabendo que não têm concorrente à sua altura e que têm lugar assegurado na equipa, o empenhamento nos treinos de preparação para o Mundial de Futebol seguramente não foi o melhor nos dias de estágio que decorreram.
Por outro lado, a organização da Federação Portuguesa de Futebol deixa muito a desejar. Se era necessário uma adaptação ao clima porque é que andámos a perder tempo pelos Estados Unidos? Porque é que os jogos de preparação não foram feitos no Brasil? Como é que se explica a onda de jogadores lesionados?
Como diz José Mourinho, a fórmula é simples: Trabalho + Ambição = Sucesso. Pelos vistos, a fórmula seguida foi: Pouco Trabalho + Pouca Ambição = Insucesso. Às vezes penso se teríamos conseguido o apuramento para o Mundial de Futebol se Cristiano Ronaldo estivesse aleijado como se encontra agora.
A ver vamos se conseguimos ir ao Europeu de 2016 em França. Se Paulo Bento continuar a persistir nalguns jogadores muito dificilmente la chegaremos. Até lá, e já que estamos eliminados, vou beber umas caipirinhas e torcer pelo Brasil.
PS: à hora que estou a escrever ainda não fomos totalmente eliminados. Deus queira que o ditado desta vez me seja aplicado: “ Pela boca morre o peixe”.



























