Qui, 30 Maio 2024

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Um cartão amarelo à democracia?

NÉLSON LOPES, Técnico de comunicação

A elevada subida da abstenção, dos votos nulos e dos votos em branco nas eleições autárquicas devem merecer uma profunda reflexão de todos os agentes políticos. Autarcas, dirigentes partidários, movimentos independentes e cidadãos devem desde já analisar as causas desta manifestação silenciosa dos eleitores.

Os atores da cena política estão obrigados a procurar, no imediato, soluções para inverter esta tendência que coloca em risco o atual sistema. Os números da participação (ou da falta dela) são um claro aviso à navegação. Um cartão amarelo à democracia.

O que sentirá alguém que é eleito num sufrágio que contou com menos de metade dos seus eleitores? O que significa esta distância do povo em relação aos que se disponibilizam para os ajudar a construir uma vida melhor?

Esta ideia de que os políticos são todos iguais e que não adianta fazer opções é danosa para a democracia e para o poder local. Apesar das imperfeições deste sistema, ainda não conheço outro melhor.

Por outro lado, na região temos autarcas dos melhores que conheço, que deixam obra feita e terminam as suas funções sem “rabos de palha” ou contas para ajustar com as suas consciências. Basta recordar como eram os concelhos ribatejanos antes de 1976. Não havia quase nada.

 A limitação de mandatos dos presidentes de câmara imposta por lei (com a qual não concordo) forçou uma renovação do painel autárquico da região. Há muito sangue novo de gente com vontade de provar porque mereceu a confiança dos que apostaram em si e dos que lhe confiaram o voto.

Apesar de mais jovens, os novos presidentes têm experiência política, de cidadania e de vida que nos garantem condições para consolidarem os projetos de desenvolvimento em curso e fazerem o que ainda não foi feito. Não podem vir justificar eventuais fracassos com as heranças que lhes deixaram porque conhecem o legado e tiveram tempo mais que suficiente para se prepararem. Chegou o momento de trabalhar.

Uma palavra de gratidão para as mulheres e homens que deram o seu melhor na gestão das autarquias ribatejanas desde 1976. O povo tem memória curta. Tende  a ser ingrato com os que o servem, mas não tenho dúvidas de que os maus autarcas são a exceção, muitas vezes valorizada em detrimento dos bons exemplos que devem ser apontados como referências para as novas gerações.

Valerá a pena fazer alguma coisa para salvar a democracia e revitalizar a participação dos cidadãos nas suas comunidades. Mãos à obra. Vamos lá!

 

 Nelson Silva Lopes

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