Qua, 29 Maio 2024

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Quanto vale o voluntariado?

nelson lopes

NELSON LOPES


Voluntário é alguém que realiza determinada tarefa ou missão sem exigir nenhuma contrapartida. Esta é a definição mais simples de quem disponibiliza o seu tempo, o seu saber, as suas competências e a sua vontade de servir para ajudar alguém ou uma comunidade.

A experiência de mais de 25 anos de voluntariado diz-me que o voluntário recebe sempre mais do que aquilo que dá. Não estou a pensar em compensações materiais, mas em sensações e sentimentos que não se explicam, simplesmente se sentem.

Quantas vezes, um sorriso, um obrigado, um bem-haja é suficiente para nos confortar a alma e dizer que vale a pena servir as causas em que acreditamos.

Não me surpreende por isso, que em tempo de crise, desânimo e desesperança, o voluntariado continue vivo e com uma forte atividade na região.

Quem nunca fez voluntariado, dificilmente perceberá das motivações que levam milhares de pessoas a abdicar dos tempos livres, da família, dos amigos para se entregarem a projetos de voluntariado.

No âmbito de uma investigação, estudei o voluntariado na minha região e conclui que os voluntários prestam um serviço com um âmbito mais alargado que as autarquias ou as entidades estatais. A região não seria a mesma sem a força do voluntariado nas áreas da saúde, socorro, ação-social, cultura, educação, desporto e tempos livres. O trabalho dos voluntários representa uma poupança direta de milhões de euros para o erário público.

Por outro lado, os voluntários são pessoas ocupadas, realizadas, integradas socialmente e mais felizes. Os voluntários recorrem menos aos serviços de saúde e os serviços sociais, poupando o Estado valores significativos.

Registo com agrado o fato de algumas autarquias da região, como a de Benavente, manterem o apoio financeiro e logístico às associações e instituições que promovem o voluntariado. Não se trata de uma despesa, mas sim de um investimento.

Uma comunidade com vida associativa é mais saudável, mais dinâmica e mais feliz. As pessoas ocupadas são menos vulneráveis aos malefícios da crise e enfrentam com mais otimismo os desafios com que se confrontam.

É tudo uma questão de opção. Investir na prevenção ou gastar na cura!

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