Qui, 23 Maio 2024

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A favor da dignidade da mulher

Mário Santiago

Há um dado que destoa do último relatório sobre a criminalidade em Portugal, e que aponta para os números mais baixos de criminalidade em 10 anos: os registos de maus tratos em ambiente familiar continuam a crescer.

E se, por um lado, a violência doméstica continua bem presente na nossa sociedade, também é verdade que têm sido as ações cívicas concertadas e de sensibilização, que têm capacitado a coragem das mulheres em cada vez mais denunciarem a sua condição de vítimas.

Nenhum cidadão tem nos dias de hoje argumentos que defendam um papel de subjugação da mulher na estrutura familiar, sem que obtenha de imediato uma condenação moral por parte da sociedade. E aqui a ação política tem tido um papel importantíssimo no estímulo pela afirmação da mulher e na criação de uma rede de opinião solidária.

E em Alpiarça?

É obviamente desrespeitosa a decisão por parte do Presidente da Assembleia Municipal de Alpiarça, Fernando Louro (PCP), em não publicar a moção “A favor da dignidade da mulher” no jornal Voz de Alpiarça, que o movimento “Todos por Alpiarça” apresentou na Assembleia Municipal de Dezembro de 2014.

O 1º ‘esquecimento’ (edição de Janeiro) tem desculpa. Afinal, com toda a desorganização instalada na Assembleia desde o início do mandato autárquico, não é de todo surpreendente que se esqueçam de darem seguimento a uma deliberação, mesmo que aprovada por unanimidade.

O 2º ‘esquecimento’ (edição de Fevereiro) já não tem desculpa. Uma mesa da Assembleia Municipal constituída maioritariamente por pessoas desocupadas (com todo o respeito pela condição de reformado), em que inclusivamente um dos três elementos (Júlio Pratas) é colaborador ativo do referido jornal, não é desculpável e evidencia muito mais do que uma mera distração nas obrigações e responsabilidades associadas ao cargo que ocupam num órgão como a Assembleia Municipal.

O 3º ‘esquecimento’ (edição de Março) é o motivo para escrever este artigo de opinião. É uma atitude que ofende não só o trabalho político da oposição. Ofende sobretudo a mulher ao negar uma ação politica legitimada democraticamente com o objetivo de a defender enquanto vítima.

Um pedido de desculpas não teria ficado nada mal ao Dr. Fernando Louro, quando foi questionado dos motivos de não proceder à publicação. Mal ficou a sua resposta de que teriam que ser os autores da moção a chamar-lhe a atenção pelos dois primeiros esquecimentos, para que ele corrigisse a situação. Curiosamente, nem depois disso evitou que viesse a acontecer o 3º ‘esquecimento’.

Quem tanto se ‘esquece’, corre o risco de não ser esquecido. Pela negativa, obviamente…

Mário Santiago

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