Triste é quando se prefere receber o subsídio de desemprego do que aceitar um trabalho
Triste é quando se quer trabalhar e não surge qualquer oportunidade
Triste é não ter mais filhos porque o abono não chega sequer para fraldas e leite
Triste é não tomar medicamentos por não se ter dinheiro para os comprar
Triste é não ir ao médico porque não há dinheiro para pagar a consulta
Triste é o patrão perder a empresa e não ter direito a subsídio de desemprego ou a qualquer outro apoio
Triste é só apoiarem as empresas que não têm dívidas ao fisco e à segurança social
Triste é não ter um euro para comprar uma fartura
Triste é o próprio professor de economia entrar em insolvência
Triste é a empresa do professor de contabilidade entrar em insolvência
Triste é as insolvências deixarem de ser notícia por serem tão banais
Triste é os despedimentos deixarem de ser notícia por serem tão banais
Triste é os salários em atraso nas empresas deixarem de ser notícia porque os próprios jornalistas têm ordenados em atraso
Triste é ver os governantes esbanjarem dinheiro que é de todos nós
Triste é deixar de participar nos almoços de amigos por não se ter dinheiro
Triste é ter de tirar os filhos da universidade por não haver dinheiro para propinas
Triste é a galardoada “PME Excelência” ter salários em atraso e ter de despedir funcionários devido a dificuldades de tesouraria
Triste é terem de ser os pais a sustentar os filhos adultos porque estão desempregados
Triste é a hora da despedida quando os nossos têm de emigrar
Apesar de tudo, um bom Natal e que em 2014 haja mais felicidade
José Gaio



























