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Desabafo de um não político

antonio melao

OPINIÃO

Foi a 19 de Maio que na Reunião de Executivo Camarário, o meu nome foi chumbado pela oposição para Administrador Executivo da Empresa Municipal “Viver Santarém”.

Tendo desde essa data optado pelo silêncio, sinto hoje a necessidade de expor o meu ponto de vista sobre toda a situação criada pelos Senhores Vereadores da oposição, salvaguardando desde já o Vereador Francisco Madeira Lopes, o qual desde inicio tem sido coerente em todas as decisões que envolvam a “Viver Santarém”.

Começo por afirmar que o silêncio a que me remeti, se deveu por um lado a sentir que só deveria falar quando tivesse sido encontrada uma solução para a Empresa, bem como pelo respeito que me merecem todos os Trabalhadores da “Viver Santarém”, os quais de um momento para o outro viram aumentar a já de si precária situação profissional que estavam sujeitos.

Como surge o meu nome para Administrador Executivo da “Viver Santarém”?

Foi na qualidade de Vereador, que comecei por tomar conhecimento da Empresa e nomeadamente dos resultados menos conseguidos que a mesma estava a alcançar.

Desde cedo que Nós, Executivo, entendemos a necessidade de fazer algo e nomeadamente operar uma reestruturação que permitisse tornar a Empresa viável e salvar o máximo de postos de trabalho, sabendo que para isso teríamos que sacrificar alguns.

Desde sempre acompanhei este trabalho, tendo estado presente em todas as reuniões onde o plano de reestruturação da “Viver Santarém” foi debatido.

Sendo o factor “tempo” algo fundamental para esta Empresa, sendo que cada dia que passa é menos um dia que temos para agir e tomar decisões, foi assim com naturalidade que o meu nome surgiu para a função de Administrador Executivo.

Conhecia a Empresa, estava a par do que tinha que ser feito e do que precisava de fazer, tinha curriculum mais que suficiente para a função (vide nota biográfica) e tinha a confiança política de um Executivo do qual eu tinha sido parte integrante.

Porquê então o chumbo?

Para quem não é político (que é o meu caso) a resposta é simples:

– Na política o que prevalece são os interesses instalados, são os objectivos para futuras eleições, nem que para isso se tenha que esquecer as Pessoas, destruir Postos de Trabalho, ou pura e simplesmente agudizar uma já de si, situação gravíssima.

Para memória futura, hoje afirmo sem qualquer margem de dúvida, que os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista, querem que a reestruturação da “Viver Santarém” corra mal…

Para memória futura, hoje afirmo que os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista não sentem qualquer compromisso para com a Nossa Cidade, para com a Empresa Municipal, para tudo o que possa trazer mais valias e maior qualidade de Vida para a Nossa cidade…

Se dúvidas houvesse sobre a sua lealdade para com as Instituições ou as Pessoas, bastará olhar às recentes tomadas de posição perante a crise de liderança do seu Partido, para perceber que o que interessa é estar bem com quem se perspectiva que esteja no poder, para assim continuar a usufruir de um qualquer lugar pago pelo erário público.

Porque tenho Família, porque trabalho desde os 16 anos de idade, porque tenho uma carreira profissional que me orgulho e que não foi alcançada à custa de qualquer cartão partidário, porque não preciso da política para nada e acima de tudo porque gosto da Minha Cidade, fica aqui o meu desabafo sobre a “Viver Santarém”, estando certo que o Meu Presidente e os meus Colegas Vereadores se empenharão em que a “Viver Santarém” obtenha os resultados que todos queremos… (todos menos os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista).

António Melão

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