Nuno Antão

nuno1Especialistas em mind games, julgam-se os melhores dos melhores esquecendo o essencial, aquilo que faz Jorge Jesus ser um dos melhores em Portugal: o trabalho, o trabalho em equipa.

Especializam-se em esquemas tácticos e fazem contas a toda a hora, mas não é um 4-4-3 nem sequer um 15+1+1=16, muito pelo contrário a táctica é simples 1 e só 1 defende, contra ataca e ataca e, as contas são sempre de diminuir ou melhor de sumir.

Quem seria JJ sem os adjuntos A, B ou C e os olheiros E e F, ou ainda o especialista em motivação G? Alguém sabe quem eles são, provavelmente até lhes podemos conhecer os nomes, mas quem são eles? São homens e mulheres fundamentais no equilíbrio que uma equipa, com competência de liderar, precisa, não são insubstituíveis, desses estão os cemitérios cheios, mas são imprescindíveis são o porto de abrigo e o farol dos tempos difíceis, são o suporte da glória nos tempos bons.

O desafio dos dias de hoje é ver para lá do óbvio é ganhar perspectiva e esquecer o pixel e concentramo-nos no quadro todo.

Em 2015 e 2016 (e 2017, também) há eleições em que temos de correr com eles, homens providenciais que nos trituram o sonho, a vida! Que descartam o próximo em função do objectivo conjuntural, que moldam a verdade em função de percentagens, décimas ou metros quadrados.

Chegou o tempo de valorizar os projectos, líderes que são referenciais de estabilidade e fundamentalmente as suas equipas, a democracia e o povo não aguentam mais ditaduras disfarçadas, libertamo-nos há quatro décadas do quero, posso e mando, mas é preciso regar os cravos, eles precisam de esperança, confiança e de pessoas a governar com e para as pessoas!!