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Nuno Antão

nuno1É tempo de avançar? Podemos avançar? Há confiança?

A dois dias de se assinalar a libertação de Nelson Mandela (11-02-1990) e passados dez dias do assassinato de Mahatma Gandhi (30-01-1948), em ano de eleições legislativas a caminho de presidenciais, quero assinalar algumas das marcas que estes dois homens nos deixaram, as quais devemos continuar a honrar porque são muito mais que frases feitas, correspondem a estilos de vida e a radicais mudanças, para melhor, no mundo.

Mandela ensinou-nos que "tudo parece impossível até que seja feito", que "nada pode ser tão valioso como fazer parte integrante da história de um país" e que "temos o dever de criar um ambiente facilitador e proporcionar às pessoas as necessárias ferramentas e mecanismos de apoio aos seus esforços de auto-aperfeiçoamento".

De Gandhi aprendemos que "temos de nos tornar na mudança que queremos ver", que "há dois tipos de pessoas: as que fazem coisas, e as que dizem que fizeram coisas. Tente ficar no primeiro tipo, há menos competição" que o "futuro dependerá daquilo que fazemos no presente" e, fundamentalmente, que "tudo o que fazes é insignificante, mas é muito importante que o faças".

Esperança, participação e acção é o caminho que nos indicam. Sem esperança não conseguimos acreditar nos nossos sonhos e no futuro, só com participação conseguiremos mudar o estado a que chegámos, e é a acção que nos permite criar condições para o aperfeiçoamento das políticas ao serviço das pessoas, nomeadamente as geradoras de um país mais justo, solidário e justo.

Há quatro áreas onde a clareza das propostas eleitorais é uma exigência é fundamental: saúde, educação, segurança social e descentralização de competências.

1. Na saúde precisamos de responder de imediato à doença, mas muito mais importante é a médio prazo alterar o paradigma da resposta à doença para a promoção da saúde, que, sendo muito mais barata, conduz a estilos de vida muito mais saudáveis. Precisamos já de mais recursos financeiros e humanos, mais é melhor planeamento, objectivo alcançável no ambiente em que vivemos com definição de prioridades e a saúde deve ser a prioridade das prioridades, uma vida e sua qualidade não tem preço.

2. A concentração nos recursos financeiros e na "limpeza" dos quadros de pessoal degradam o ensino e tornam o país mais injusto. É essencial centramos as políticas de educação nas crianças e nos jovens, na sua preparação para a vida, pessoal, social e profissional.

3. Proteger os mais desfavorecidos e aqueles que por uma qualquer razão caiem em situações de degradação social, deve ser uma obrigação, vista como um investimento e não como uma despesa! O país desenvolve-se com todos em diversos patamares de desenvolvimento, mas com todos.

4. Ainda que cada vez mais desconfiado da regionalização é essencial aproximar as políticas das pessoas e descer o patamar de decisão, para a aproximar da realidade concreta das pessoas e dos territórios. É fundamental manter as funções de soberania do estado na administração central (justiça, defesa, segurança interna), sobre todas as outras matérias apenas deve apenas haver tutela na garantia de coesão nacional, ainda que a crescer em velocidades diferentes como é óbvio, porque não se pode tratar da mesma forma situações diferentes.

De forma muito sumária deixo-vos aqui o caminho que deve ser seguido, nos próximos quatro meses desenvolverei cada um dos pontos apresentados, esperando que isso possa ser um contributo positivo para o debate sobre que Portugal (e Europa) que queremos para depois das eleições legislativas.

 



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