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PAULO CRISTIANO MARQUES

Nesta quadra que atravessamos, tradicionalmente aumentam os nossos níveis de esperança, de motivação e sobretudo de desejo intenso e de objectivos mais ou menos concretos para o ano que aí virá.

Não sendo imune ao espirito natalício, antes pelo contrário e verdadeiramente imbuído do espirito da árvore de natal pretendo com esta crónica, formular desejos e traçar metas, apresentar soluções e com isso deixar mais uma centelha de esperança no ar.

Na crónica do mês passado, com a “decisão” de cortar os juros da divida fizemos com que poupássemos só 8.000 milhões de euros, ou seja, o dobro do que querem cortar no estado social.

Para este mês o meu desejo é mais “terreno” e sobretudo mais consensual e popular, um corte drástico no pessoal de apoio a funções políticas, com autorização de apenas um chefe de gabinete para o líder de cada executivo, seja ele primeiro-ministro ou presidente de câmara e uma outra pessoa a secretariar esse executivo. Limitar a função de assessor a um por cada função executiva e um ministro e logo, um automóvel a cada executivo.

Com o impedimento de substituir o parque automóvel até uma amortização final ao longo de 6 anos, bem como a limitação do uso de veículo a situações de evidente necessidade de prestação de serviço público e o fim de atribuição de verbas para remodelações estéticas aquando da transmissão de poderes, ou ainda o fim das regalias de sociais para deputados na Assembleia da República, para o Primeiro-ministro em São Bento, ou para o Presidente em Belém, conseguíramos limitar ainda mais a despesa publica desnecessária.

O fim dos subsídios de reintegração e da utilização das reformas apenas após os 65 anos e caso sejam superiores á reforma normal a que o referido cidadão tería direito, bem como o corte de 80% nas subvenções para os gabinetes, quer do Presidente, quer do Primeiro-ministro, ou ainda o fim das mordomias inaceitáveis de altos dirigentes da administração pública em geral, mas também da justiça e da defesa em particular.

Tudo isto pouparia, segundo os dados dos últimos dois anos mais 1.000 milhões de euros, mas conseguíramos mais, se a isto somássemos a utilização em benefício do estado das mais-valias que poderiam ser os funcionários públicos. A realização de estudos, de pareceres, de consultoria, ou de formulação de leis, poderia estar como está noutros países, nas mãos dos funcionários públicos. Parece-me lógico que se temos trabalhadores, a quem temos de pagar todos os meses, com licenciaturas, pós-graduações, mestrados e doutoramentos em quantidades verdadeiramente inimagináveis, poderíamos utilizar todo esse intelecto em proveito do país e dos próprios funcionários e poupar mais uma fatia que variará andará em torno dos 1.000 milhões de euros, repartidos entre estado central e estado regional e local.

Não querendo ser popularucho, consegui poupar em apenas dois meses 10.000 milhões de euros e sem tocar na saúde, nem na educação dos portugueses. Desejo, portanto para 2013, mis atenção á politica, mais perspicácia de vós cidadãos eleitores na escolha de quem vai devolver-vos a alegria de serem Portugueses e a confiança para acreditarem num futuro.

Desejo eleições legislativas que efectivamente tragam algo de transparente e ético á nossa politica, mas desejo também uma eleições autárquicas, que não sejam mais uma sucessão de vaidades, onde se escolherá não quem vai fazer mais este ou aquele mamarracho, esta ou aquela estrada, ou esta ou aquela praça, onde se deitam milhões á rua, sem direcção, sem estratégia, sem rumo.

Desejo para 2013 um país, um governo, um concelho e um executivo, que sejam um prolongamento do povo, que estejam ao serviço do povo, de todos nós e não só de alguns.

Feliz Natal e um Excepcional Ano de 2013.

Paulo Cristiano Marques



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