PUB

chamusca variacoes

PUB

cms generico

PAULO CRISTIANO MARQUES

Faltam cinco dias para a greve geral do dia 14 de Novembro, a primeira greve ibérica, mas também o primeiro dia de luta europeu entendido como tal, em que as pessoas percebem que se não agirem rápido, perderão não só as suas conquistas, como o ideal europeu se irá desmoronar como um castelo de cartas.

É a propósito dessa europa que vem esta crónica de Outubro e a visita que a suserana do feudo fará aqui à nossa pequena horta de nabos mirrados e nabiças já um pouco amareladas e comidas pela praga de coelhos que floresce enquanto tudo mirra à sua volta. A chegada da senhora gorda da terra das salsichas vem-nos recordar a nossa derrota em toda a linha, a capitulação às mãos de um governo de traidores que entregou a honra e a dignidade dos portugueses em troca de benfeitorias nas suas contas bancárias.

Este é o cenário que se coloca, terrível e imediato como uma guilhotina prestes a cumprir a sua função. No entanto, o futuro ao povo pertence e como tal, cada um de nós pode e deve contribuir para evitar o inevitável e para contrariar o destino, não cedendo a previsões definitivas, lutando por um país, lutando por um futuro.

A primeira medida verdadeiramente cidadã, de um governo justo para com os seus, será o cancelamento dos juros da divida, verdadeiramente agiotas e aniquiladores de qualquer esperança económica. São eles que impedem o crescimento, são eles que os corruptos que muito falam na televisão, têm medo que não sejam pagos.

É mentira que não haja dinheiro para salários. É mentira que não haja dinheiro para as funções sociais do estado e recorde-se, para as quais já pagamos com os nossos impostos. Já pagamos mais que a maioria dos países do centro e norte da europa, e para quê? Para pagar juros astronómicos, juros usurários e usurpadores, porque as mesmas entidades que os cobram financiam-se a apenas 0,75% junto do BCE. Inadmissível.

E depois? Perguntam vocês. Depois não acontecerá nada, porque o não pagamento de juros e da maior parte da divida, aliás, foi o que aconteceu à Alemanha do pós guerra, que acumulou uma divida enorme nos anos 20 e 30 e continuou a acumular posteriormente, perante o esforço de reconstrução, bem como as compensações de guerra a que estavam obrigados,no final da segunda grande guerra. Nos anos 50 o que aconteceu foi que incapacitados de pagar uma divida tão grande, renegociaram a mesma para pagamento em 30 anos, com o perdão parcial de 75% da divida total. Os juros ficaram então indexados ao crescimento do PIB e a pagar nessa proporção.O que aconteceu na realidade, foi que os lideres alemães dos anos 60 e 70 avisados da usura preconizada por esses mesmos juros foram recusando o seu pagamento até à absolvição total.

Não queremos nem mais, nem menos. Queremos o mesmo tratamento financeiro a que os Alemães tiveram direito. Acrescento ainda e não é para puxar dos galões, mas o coelho Passos, o gato Gaspar e o palhaço Relvas, têm sido muito mais simpáticos que os sanguinários Hitler, Himmler e Goebbels. Fiquem bem e adiram à luta do próximo dia 14.

Paulo Cristiano Marques



PUB

PUB

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

Quem está Online?

Temos 721 visitantes e 0 membros em linha