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PAULO CRISTIANO MARQUES

O verão avança no seu curso mas deixa marcas, não de calor, mas de preocupação, tristeza e seguramente de hipocrisia. Já sabíamos que este nosso fado se iria tornar cada vez mais premente, mas assim também acho um bocadinho demais.

Depois de termos perdido novamente contra a Espanha e de consequentemente a nossa selecção ter deixado o governo deste país de rastos, porque uma vitória no Euro seria o equivalente a um “prozac” colossal ao tamanho deste pequeno quintal. Depois da derrota, dizia eu, as preocupações pela saúde do país vieram à tona e infelizmente, os piores cenários que perspectivei em crónicas anteriores, estão-se a concretizar. As receitas de impostos estão a níveis terrivelmente baixos, apesar da subida infame de quase todas as taxas de imposto,donde se depreende que a actividade económica está a agonizar ao atingir níveis de volume só comparáveis a meados da década de 80…

A tristeza advém do resultado não só desta tragicomédia de cariz financeiro, mas sobretudo ao facto de 15 dias após o não recebimento de subsidio de férias por parte de uma significativa fatia da população, ou seja, por parte dos funcionários públicos e dos pensionistas, vem o tribunal constitucional, declarar solenemente a irregularidade desse acto, mas em simultâneo a suspender a aplicação da nossa constituição, por este ano apenas… Ora cá está a resposta às preces de Manuela Ferreira Leite, que também ela pretendia fazer suspender a democracia durante 6 meses…

Passos Coelho foi mais influente e conseguiu suspendê-la durante pelo menos um ano. E agora? Será que essa suspensão serve para justificar tudo ou serve só para justificar este roubo autorizado à população?

Será que em 2013, os portugueses que se estão a rir, porque não levaram o dito subsidio cortado, se vão finalmente revoltar, porque também vão ficar sem ele, ou vão continuar a achar muito bem, como quando não lhes dizia respeito? A ver vamos…

A hipocrisia surge na forma da alegada licenciatura do senhor ministro Relvas, que mostrou a muito veterano das jotas como se pode tirar um curso universitário em três tempos e assim evitarem “desaforo” por se terem baldado toda a vida a esse esforço de aprender mais e querer melhorar as bases teóricas de caminhos feitos à sombra dos seus partidos.

Burro sou eu, que vou gastando o dinheirinho e queimando a pestana…a tirar mais este curso e mais aquela formação que vai ajudar… ou aquele outro curso que pode ser essencial… já para não falar do mestrado que vai ser a solução...

Tudo idiotices, matriculas-te num partido de poder e depois preenches a ficha de inscrição para pedir um diploma a teu contento, ou será que é ao contrário?

 

Paulo Cristiano Marques



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