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PAULO CRISTIANO MARQUES

O aprofundamento do pensamento político e da própria democracia trouxeram atrás de si uma cultura de exigência para a classe, no sentido de mais responsabilidade e necessidade de mais transparência.

O que se tem passado na realidade das últimas décadas é a aparente contradição da necessidade criada pela cultura de ética que se vai embrenhando nos indivíduos mais exigentes e mais conscientes do fenómeno.

Cada vez mais assistimos ao desmoronamento de uma ideia de ética e transparência que julgávamos a caminhar para uma plenitude absoluta.

Agora temos, não só a corrupção, entendida como tal e devidamente monitorizada por algumas organizações internacionais, que mesmo assim e apesar das contradições de uma justiça “cega e manca” denota um aumento preocupante, porque se no resultado estatístico este fenómeno teima em crescer, quer dizer que na realidade do dia-a-dia ela é incomensuravelmente maior e basta olhar para as redes sociais ou mesmo para alguns órgãos de comunicação mais imparciais, para nos podermos aperceber que a transparência se transformou em opacidade e a ética em fumo.

Um outro engulho ao comportamento ético, surge-nos como forma de necessidade imperiosa e de facto inevitável, a deturpação de todas as responsabilidades sociais adoptadas e enraizadas nas décadas mais recentes, sob a forma de controlo financeiro e orçamental. Com a desculpa e a motivação de cumprir receitas económicas comprovadamente ruinosas, invoca-se a obrigatoriedade de limitação de direitos de cidadania e de valores éticos com a premissa de que é para bem das pessoas.

Argumentos nada mais falsos, quanto só têm produzido, fome, indigentes, desemprego etrabalho infantil. Segundo dados do Eurostat de 2011 existem hoje na poderosa Alemanha 1,5 milhões de pessoas em extrema pobreza, 2,5 milhões de crianças com graves deficiências alimentares por subnutrição e 7,5 milhões de desempregados, sendo que a maior parte, residem na zona oriental do país e já não têm qualquer apoio estatal. Esta miséria escondida, ressalta da unificação Alemã dos anos 90, conduzida então da mesma forma como está a ser gerida a crise das dívidas soberanas e os consequentes resgates nos países periféricos da Europa.

Esta falta de transparência e de ética nas relações do poder político com a população tem motivado cada vez mais movimentos, organizações e indivíduos a pugnar pela defesa dosvalores fundamentais da verdade e da honestidade numa clara alusão aos princípios éticos que deverá reger toda a classe politica.

Hoje mais do que nunca temos de exigir qualificações éticas, de verdade, de transparência, de honestidade, de solidariedade e de humildade, a todos aqueles que queiram servir a população, que queiram fazer parte da liderança de um país, de uma região ou de uma organização.

Não basta ter ideias e projectos, é necessário que eles sejam sustentados em fortes convicções éticas, claras e transparentes, de forma a serem facilmente compreendidas e replicadas peloexemplo que é uma das necessidades em que actualmente mais carecemos de grandes exemplos. São tão escassos que podemos escrever livros e fazer documentários acerca deles, quando o grande objectivo e a grande necessidade da humanidade é que esses exemplos fossem tantos que só conseguiríamos documentar aqueles que o não fossem.

A política como pedra basilar de qualquer sociedade e de qualquer democracia, necessita urgentemente de uma transfiguração através da assunção de princípios essenciais e só nós, cada individuo, pode conseguir isso ao se transformar num exemplo ético para os que nos rodeiam, criando assim também uma cultura de exigência.

Comecemos assim a mudança em cada um de nós.

Paulo Cristiano Marques

 



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