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PAULO CRISTIANO MARQUES

Tudo começou com um 25 de Abril, triste, ensombrado pelo fantasma do Salazarismo bolorento, com laivos “pidescos” a fazer “pandan” para criar toda uma atmosfera do tempo da outra senhora.

Não bastou recorrer à mentira e aos lapsos, foi necessário ir mais longe e continuar essa cavalgada estóica na perseguição desse ideal de pobreza e de humilhação que tanto agrada aos adeptos do nosso (des)governo. Já não é só austeridade que procuram, é algo mais, é necessário ficar na história, como o primeiro governo do pós-guerra, democraticamente eleito que liquidou o seu povo á fome e desmantelou peça por peça toda uma nação de história e de conhecimento.

A germanização da Europa, pretende isso mesmo, submeter-nos a todos ao mesmo colete-de-forças a que eles se submeteram na segunda grande guerra, ao expulsar os judeus e com eles, todos os que desenvolviam e criavam conhecimento nas ciências sociais. Filosofia, Sociologia, Antropologia e mesmo na Economia, são áreas essenciais do conhecimento. Quantos dos maiores pensadores da actualidade nestas áreas são Alemães?

O primeiro de Maio não foi melhor que o 25 de Abril, antes pelo contrário, enquanto muitos milhares de pessoas comemoravam as conquistas daqueles que morreram por melhores condições de trabalho e de vida. Enquanto toda a Europa, tentava mostrar o poder do povo, o poder do individuo e da sua liberdade para dizer não aos atropelos à sua condição de cidadãos Europeus, com deveres, mas também com direitos, que nos pedem agora para esquecer durante uns anos. Enquanto tudo isto decorria, um supermercado entrava na história ao fazer prova sociológica de todos os filmes pós-apocalípticos que temos visto desfilar ao longo das últimas décadas.

Foi dos piores momentos da espécie humana, enquanto habitantes deste planeta. Ganância,ganância pura, muita... Sim, desenganem-se aqueles que pensam na bondade da promoção, para ajudar os mais pobres, porque os mais pobres não têm nem 400, nem 300, nem mesmo 200 euros para gastar de uma assentada em carrinhos de compras cheios de Wiskhy, ou de acendalhas, ou mesmo repleto de pastilhas para a máquina de lavar loiça. Foi um momento vergonhoso. Muito mau.Sem dúvida.

O passado domingo pode ter sido o ponto de viragem nesta espiral decadente. A derrota de Sarkozy em França, permite augurar pelo menos um compasso de espera na canibalização dos países periféricos e se a coisa correr bem, pode permitir até um balãozinho de oxigénio, vamos esperar pelo Sr. Hollande, para ver se está à altura das espectativas.

O melhor acabaria por vir da Grécia. O berço da democracia, pode muito bem vir a ser o berço de uma nova geração de políticos à altura das esperanças das populações. Ética, transparência, solidariedade, humildade, são facetas individuais à muito esquecidas, mas que podem ter sido novamente postas em cima da mesa. Os Gregos foram a votos e gritaram:Basta de corrupção!Basta de asneiras!Basta de austeridade!Basta de troika!Queremos mudar. E mudaram.

Num parlamento algo fragmentado, muito por culpa da lei eleitoral Grega, que atribui automaticamente 50 deputados adicionais ao vencedor das eleições, pela primeira vez desde o início dos resgates aos países do Euro, umas eleições democráticas levaram a que os partidos anti-austeridade representassem a maioria da população (68%) e isto é um facto verdadeiramente a ter em conta,mas a necessitar de uma confirmação posterior.

A terminar uma palavra de saudade e de reconhecimento, um até sempre ao grande Miguel Portas. Vais fazer muita falta.

Paulo Cristiano Marques



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