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MARCO OLIVEIRA DOMINGOS, Assessor de comunicação

Meninas e meninos mais susceptíveis, é favor mudar de página porque as próximas linhas podem ferir a vossa sensibilidade.

Eu gostava de escrever sobre o Natal, o comércio tradicional e a prioridade que todos devemos ter em fazer compras na loja do nosso bairro. Com esse gesto estamos a contribuir para que a economia local sobreviva às atrocidades fiscais.

Gostava de escrever sobre um tema mais doce, mais “fofinho”. Menos áspero. Mas a minha consciência diz-me que preciso adoptar uma posição de denúncia.

Pois bem.

A Sra Dona Merkel veio a Portugal fazer Economia Psicológica.

Cravou almoço a Passos Coelho, mostrou às Agências de Rating que os portugueses estão bem domesticados e amealhou mais uns pontos no seu cartão FMI.

Merkel tem razão, é preciso meter algum juízo na cabeça dos políticos corruptos portugueses. O único problema é que Merkel continua a negociar com esses políticos, todos os dias, as medidas de austeridade que nos hão-de deixar como mão de obra ao nível do melhor que há no terceiro mundo. E isso faz de Merkel uma verdadeira cúmplice do assalto a que todos estamos a ser sujeitos.

O país chegou a este triste estado não por culpa das extravagâncias da classe média que desatou a comprar a crédito “sem rei nem roque”, mas antes pela sofreguidão, corrupção e má gestão que grassou pelos sucessivos governos desde o 25 de abril.

CORRUPÇÃO, pura e dura. É disso que se trata.

O resgate ao BPP e ao BPN para aguentar os devaneios do grupelho que tem em Cavaco Silva o maior aliado. CORRUPÇÃO à bruta!

Os contratos bilionários das Parcerias Público Privadas com consórcios de banqueiros e empreiteiros. CORRUPÇÃO indecente.

As Fundações e Institutos que alimentam o clientelismo dependente do Estado e dos vícios dos aparelhos. CORRUPÇÃO sem limite.

Aqueles que cavaram o buraco deste país, e continuam livremente impunes, querem agora que o contribuinte, o mesmo de sempre, assuma a responsabilidade da loucura e da ganância de quem tinha a obrigação de nos governar ao contrário de se governar.

PS, PSD e CDS serviram-se num fartote, não olhando à despesa. Agora que lhe apresentam a conta, assobiam para o lado e esperam que o contribuinte português se chegue à frente.

O suprassumo do putedo que grassa neste país é agora servido, sem pingo de pudor, por PSD e CDS que lado a lado votaram um orçamento que em nada (muito pelo contrário) se assemelha ao programa eleitoral votado pelos portugueses (os que o votaram) há cerca de um ano atrás.

Está visto que a solução para acabar com a pouca vergonha que nos governa está em nós. Em todos nós. Mais ninguém nos há-de valer. Tomemos o exemplo solidário das gentes de Silves, onde centenas de mãos ao trabalho estão a mudar a face de uma cidade que há pouco mais de 48 horas foi varrida pela força da natureza. A mudança tem de começar em cada um de nós. Em cada rua, em cada bairro, em cada vila ou freguesia.

O “Povo, unido, jamais será vencido”!

 Marco Oliveira Domingos

Assessor de comunicação



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