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MARCO DOMINGOS

Hoje escrevo sobre esse acontecimento. Ser Agosto. Haver tempo livre para descobrir pequenos recantos que nos podem surpreender.

Há um Portugal onde em Agosto não há filas, nem multibancos.

Há um Portugal onde nem sequer há rede de telemóvel e onde a TDT entra a muito custo. Quando entra!!!

Há dias peguei no carro e resolvi visitar algumas das “Aldeias do Xisto”, na zona centro do país. A primeira dessas aldeias a saltar ao caminho fica no concelho de Vila de Rei. A pequena aldeia de Água Formosa segue fiel ao conceito de aldeia do xisto. Aqui o silêncio é duro como a pedra que cobre todas as casas. Um silêncio que chega a incomodar.

As ruas apertadas obrigam a estacionar nos parques na periferia da aldeia. São aqui residentes apenas quatro almas. Ao fim de semana o número facilmente quadriplica. Quem aqui sobrevive os dias, permite-se ao luxo de esquecer o calçado na eira. A chave fica na porta, pela parte de fora. São luxos. Extravagância pura!

 Água Formosa é apenas uma das dezenas de Aldeias do Xisto. É um roteiro que vale a pena ser descoberto, sentido e saboreado.

Nem todas as aldeias do xisto apresentam o mesmo aprumo e rigor. Em algumas o termo aldeia do xisto chega a ser abusivo, tal foi o espaço conquistado por tijolo e cimento.

Ainda assim vale a pena trocar uns dias de praia pelo prazer de conhecer o interior do interior. Seremos recompensados pelas generosas paisagens e pela riqueza das gentes que nos recebem. Os altos impostos, o preço dos combustíveis e a medíocre qualidade dos nossos políticos, são problemas que podem esperar. Aproveitem-se estas horas de puro veludo, que os tempos próximos não se adivinham nada fáceis.

 Visite Portugal.

Visite também www.aldeiasdoxisto.pt



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