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PEDRO MENDONÇA, Cidadão do Mundo, Cartaxeiro e tudo

Com a demissão de Paulo Caldas não desapareceu o Caldismo no Cartaxo.

Para quem não é do Cartaxo, explico que o Caldismo é o Jardinismo ribatejano, ou seja, na prática é o populismo caciqueiro com contas descontroladas e sem a mínima noção do que é a gestão pública e a democracia local.

Todos nós nos espantamos com a dívida da Madeira, com a falta de bom senso de Alberto João Jardim, com o dinheiro mal gasto e com o apoio dado pelos madeirenses àqueles que os levaram a esta situação. Existe na Madeira uma vergonhosa falta de valores que faz com que a baixa do Funchal esteja impecável enquanto as crianças pobres da freguesia de Rabo de Peixe não têm apoios para poderem ter um percurso escolar digno, ou que proporciona aos turistas um milionário fogo-de-artifício na passagem de ano mas não comparticipa os medicamentos aos cidadãos carenciados.

Mas afinal qual é a diferença com o que se passa no Cartaxo? Nenhuma, neste concelho também há dinheiro para um Parque de Estacionamento Subterrâneo mas os idosos não têm comparticipação nos medicamentos, também há dinheiro para uns meninos irem passear a Dakar, mas há o risco de terminar o transporte escolar por dívidas acumuladas de 500 mil euros.

Sim, é verdade que a dívida na Madeira cresceu a um ponto que o Estado central teve de fazer um resgate, como a Troika fez a Portugal, mas também é verdade que tudo indica virá a acontecer o mesmo ao Cartaxo e outras autarquias descontroladas financeiramente.

Segundo o governo, as 308 autarquias portuguesas devem 8 mil milhões de euros. Desta dívida, 38 municípios concentram um terço da dívida, ou seja, 1,5 mil milhões de euros, e estão, à beira da ruptura. Entre estes 38 desgovernados está o município do Cartaxo. Segundo a comunicação social, para resolver este problema, a Associação Nacional de Municípios defende a adopção de um acordo semelhante ao da Madeira.

No Cartaxo, como na Madeira, só o regresso aos valores correctos do exercício do poder pode salvar o futuro, há que abandonar o novo-riquismo parolo que leva a dar milhares de euros a um rally que não é rally, centenas de milhares de euros para um Parque Subterrâneo desnecessário, parar de construir bares que nunca abriram, fazer viagens à China por explicar, dar subsídios a colectividades que não apresentam contas ou planos de actividades, ou gastar rios de dinheiro em projectos alucinados como a Cidade do Conhecimento e tantos outros disparates que todos pagaremos no futuro.

Nunca esqueçamos o que disse o escritor Victor Hugo: “Entre o governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa”.

É hora de abrir os olhos e dizermos, cada um à nossa maneira, que não somos cúmplices de um governo podre e decadente como é o do Cartaxo.

 

Pedro Mendonça

Cidadão do Mundo, Cartaxeiro e tudo



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